Circulam nas redes sociais publicações que apontam dois casos confirmados de Mpox em Simões Filho. A informação não procede. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, Sesab, informou que o município não registra nenhum caso da doença.
Os dados oficiais mostram outro cenário. Entre janeiro e esta quinta-feira, dia 19, a Bahia confirmou apenas dois casos de Mpox. Nenhum deles tem ligação com Simões Filho.
O primeiro registro ocorreu em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. A paciente, que não mora na cidade, procurou atendimento no Hospital Geral de Vitória da Conquista. Segundo a prefeitura, ela segue em isolamento e responde bem ao tratamento.
Já o segundo caso envolveu um paciente atendido em Salvador. Ele é natural de Osasco, em São Paulo. As equipes de saúde acompanham a evolução clínica e mantêm o monitoramento conforme os protocolos sanitários.
Além das confirmações, a Sesab investiga dois casos suspeitos. Outros três já foram descartados após exames laboratoriais. A secretaria também esclareceu que não há qualquer relação entre os registros e o período do carnaval.
O avanço de boatos preocupa autoridades sanitárias. Informações incorretas podem causar alarme desnecessário e atrapalhar o trabalho da vigilância epidemiológica. Por isso, a orientação é clara, a população deve buscar dados em canais oficiais, como os comunicados da Sesab e das secretarias municipais.
O que é Mpox e como ocorre a transmissão
A Mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da antiga varíola. O contágio acontece, principalmente, pelo contato direto com a pele de uma pessoa infectada, sobretudo quando há lesões visíveis.
Também existe risco ao tocar secreções respiratórias ou objetos contaminados, como toalhas, roupas e lençóis. Esse detalhe exige atenção, especialmente em ambientes compartilhados.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- Febre
- Dor de cabeça e dores musculares
- Cansaço intenso
- Inchaço dos gânglios linfáticos
- Lesões na pele que começam no rosto e podem atingir mãos e pés
O tratamento foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Ainda não existe medicamento específico aprovado contra o vírus. Pessoas diagnosticadas precisam permanecer isoladas até a cicatrização completa das lesões, processo que pode durar de duas a quatro semanas.
A Sesab mantém vigilância ativa sobre notificações suspeitas em toda a Bahia. Qualquer atualização, segundo o órgão, será divulgada oficialmente.