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domingo, maio 24, 2026

O ato analítico como resistência à algoritmização dos afetos pela IA – Revista Cult

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A grande profecia
 
A inteligência artificial pode responder quase tudo, exceto aquilo que escapa ao sujeito. É nesse ponto que a psicanálise se torna uma forma de resistência. No exagero, perde-se a medida de seu alcance e também de seus limites. A inteligência artificial nos põe diante de impasses ao consolidar um novo paradigma: áreas antes vistas como monopólio do labor intelectual humano estão sendo transformadas.
Embora a IA tenha uma longa história, o marco decisivo de sua adesão social, amparada nas tecnologias atuais, tem menos de dez anos. Em 2017, o AlphaZero, da DeepMind, aprendeu sozinho a jogar xadrez e superou os melhores programas baseados em conhecimento humano. Ao reconhecer padrões em milhões de partidas, produziu estratégias inéditas. Depois de realizar um treinamento por apenas quatro horas, jogando contra si mesmo, o AlphaZero tornou-se o programa de xadrez mais eficaz do mundo.

Qual era sua novidade? Ele conseguiu derrotar o Stockfish, que contava com um poder de processamento de dados baseado em movimentos elaborados, executados e carregados por humanos. Desenvolvido a partir de uma lógica própria, mensurada por capacidade de reconhecimento de padrões de movimento em vastos conjuntos de possibilidades, o AlphaZero desenterrou novas possibilidades até então desconhecidas no xadrez. Sua superioridade não só desnudou um novo paradigma de aprendizado de máquina, como também deixou clara a possibilidade de a IA explorar limites do jogo.

Poucos anos depois, em 2020, dois acontecimentos foram centrais tanto para a

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