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quinta-feira, janeiro 1, 2026

Para que serve o Hospital Municipal de Simões Filho? População denuncia abandono, sofrimento e descaso

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A pergunta circula pelos corredores do hospital, aparece nas filas de espera e chega às casas de milhares de famílias: afinal, para que serve o Hospital Municipal de Simões Filho? Criada para atender casos de média complexidade, a unidade virou alvo constante de críticas da população, que aponta abandono, sofrimento e falhas graves na assistência à saúde pública.

Os relatos se repetem. Pacientes passam por consultas, internações e exames iniciais, mas não conseguem seguir com o tratamento dentro do próprio hospital. Falta o básico. Diante disso, médicos e familiares recorrem à regulação do SUS, um processo que, para muitos, se transforma em uma espera longa, silenciosa e dolorosa. Nesse intervalo, a dor aumenta, a doença avança e o risco de complicações cresce.

Falta de procedimentos básicos prolonga a dor

Entre as principais queixas está a ausência de procedimentos que poderiam ser feitos no próprio hospital. Essa lacuna provoca atrasos, transferências desnecessárias e um desgaste emocional constante nas famílias.

Na rotina, o Hospital Municipal de Simões Filho atua mais como ponto de passagem do que como espaço de resolução. O paciente entra, recebe atendimento inicial e, logo depois, cai na fila da regulação. O problema segue aberto. O sofrimento também.

Pacientes da UTI enfrentam uma corrida contra o tempo

O cenário se torna ainda mais crítico quando envolve pacientes internados na UTI. Mesmo em estado grave, muitos precisam aguardar transferência para outras unidades porque o hospital não realiza exames avançados, cirurgias específicas ou intervenções especializadas.

São pessoas ligadas a aparelhos, algumas em risco iminente de morte, esperando por vagas em outros hospitais. O tempo pesa. O quadro clínico pode piorar rapidamente. A transferência, quando ocorre, traz riscos adicionais. A contradição salta aos olhos: uma UTI que não consegue oferecer suporte completo a quem mais precisa.

O caso do menino Gabriel, 8 anos

Entre as histórias que mais mobilizam a população está a do menino Gabriel, de 8 anos. Ele está com a perna quebrada e precisa, com urgência, de uma cirurgia ortopédica. O procedimento não é realizado no Hospital Municipal de Simões Filho, embora seja comum em hospitais municipais com estrutura adequada.

Enquanto aguarda regulação, Gabriel convive com dor, limitações físicas e impacto emocional. A infância fica suspensa. O direito à saúde, também.

Dona Marinalva e a espera por um exame essencial para salvar sua vida

Outro caso expõe o mesmo problema. Dona Marinalva Soares de Oliveira, de 74 anos, precisa realizar uma endoscopia digestiva alta. O exame é decisivo para o diagnóstico e a definição do tratamento.

Mesmo após procurar o hospital, ela segue internada há 21 dias na UTI. A regulação foi liberada no último sábado (27) para fazer o exame, porém, para espanto da família, o exame foi marcado apenas para o dia 4 de janeiro de 2026, sob a justificativa de recesso.

Regulação do Governo do Estado vira fila invisível

Em Simões Filho, a regulação do Governo do Estado deixou de ser apenas um sistema administrativo. Para muitos moradores, virou uma fila invisível que adoece dia após dia e mata. Nela, aguardam pessoas que precisam de:

  • cirurgias ortopédicas
  • exames especializados
  • procedimentos urgentes
  • transferências hospitalares de casos graves

Enquanto isso, doenças avançam e vidas ficam em risco.

Falta de respostas amplia revolta

Pacientes e familiares relatam dificuldade para obter informações claras sobre prazos, critérios de prioridade e os motivos da não realização de procedimentos no hospital e a sobre a demora da regulação do governo do estado. O silêncio aumenta a sensação de abandono e alimenta a revolta.

A Constituição Federal garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Quando um hospital municipal não consegue atender nem pacientes da UTI de forma completa, a discussão ultrapassa a gestão. Trata-se de respeito à vida.

Diante de tantos relatos, a pergunta persiste: para que serve o Hospital Municipal de Simões Filho, se pacientes seguem sofrendo, aguardando regulação e tendo direitos básicos negados?

A saúde pública não pode esperar. A vida, muito menos.

[Fonte Original]

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