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domingo, janeiro 18, 2026

Primeira Superlua de 2026 pode ser visualizada neste sábado (03) no Brasil

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Se você olhou para o céu neste sábado (3), poderá notar um brilho um pouco mais intenso vindo do nosso satélite natural. A primeira Lua Cheia do ano atingiu seu ápice às 07h03 (horário de Brasília) e trouxe consigo o rótulo popular de “Superlua”. Mas, além do nome chamativo, o que realmente muda lá no alto?

Para os astrônomos, o termo correto é menos poético: Lua Cheia de Perigeu. O nome técnico explica o fenômeno de forma literal. “Peri” significa próximo e “Geo”, Terra. Basicamente, a Lua parece 6% maior e cerca de 13% mais luminosa do que uma lua cheia comum apenas porque está em um ponto de sua órbita mais vizinho ao nosso planeta.

Gigante ou ilusão?

A realidade é que a Lua não cresce. Ela apenas “encurta” a distância. Rodolfo Langhi, coordenador do Observatório de Astronomia da Unesp, explica que essa Lua de janeiro está a cerca de 362.312 km de nós. Para se ter uma ideia da diferença, a “Microlua” prevista para 31 de maio estará bem mais longe, a mais de 406 mil km.

De acordo com Langhi, todo mês a Lua passa pelo Perigeu (perto) e pelo Apogeu (longe). Quando a fase cheia coincide com essa proximidade, temos a Superlua. Mas o especialista faz um alerta para quem espera ver um disco gigante ocupando o horizonte: a olho nu, é quase impossível notar a diferença de tamanho.

Para ilustrar, ele sugere um exercício simples: imagine segurar uma bola. Se você a aproxima ou afasta dos olhos, ela parece mudar de tamanho, mas a estrutura continua a mesma. Como a distância no espaço é monumental, esses “poucos” quilômetros a menos não saltam aos olhos de quem não está acostumado a observar o céu diariamente.

O ceticismo dos especialistas

Nem todos na comunidade científica gostam do barulho em torno do termo. João Batista Canalle, astrônomo e professor da UERJ, é direto ao classificar o evento como “fisicamente irrelevante”. Para ele, trata-se de uma coincidência de calendário que acaba gerando uma expectativa exagerada no público.

“É a mesma Lua Cheia de sempre”, afirma Canalle. Ele compara a situação com a translação da Terra. No próximo domingo (4), nosso planeta estará em seu ponto mais próximo do Sol, mas ninguém verá o Sol maior por causa disso. O físico critica nomes como “Superlua” ou “Microlua”, que podem dar a falsa impressão de que o astro ficará microscópico ou colossal.

Como observar

Mesmo com a controvérsia acadêmica, o espetáculo visual ainda vale o registro. O diâmetro da Lua hoje é de 32,92 minutos de arco — um valor considerável se comparado aos 29,42 da lua de maio.

Se você é um entusiasta da fotografia ou apenas alguém que gosta de admirar o céu noturno, o sábado oferece uma excelente oportunidade. O brilho extra, ainda que sutil, é um convite para tirar os olhos das telas e olhar para cima. Afinal, relevante ou não para a física, uma Lua Cheia iluminando a noite nunca deixa de ser um evento contemplativo.

[Fonte Original]

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