Flavio Benedito Conceição/Getty Images
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A safra brasileira de soja 2025/26 foi estimada nesta segunda-feira (5) em recorde de 177,6 milhões de toneladas, alta de 0,2% em relação à previsão de dezembro de 2025, com o clima beneficiando os cultivos de forma geral, de acordo com a consultoria e corretora StoneX.
Caso a projeção para safra com colheita na fase inicial se confirme, o maior produtor e exportador global de soja teria um aumento de 5,2% na produção em relação à temporada passada.
“A única alteração relevante ocorreu na produtividade esperada para o Mato Grosso, que subiu 0,8%, alcançando (produção de) 46,9 milhões de toneladas”, afirmou a StoneX.
A StoneX ressaltou que as perspectivas seguem otimistas, “indicando produção recorde” para o país.
“Contudo, áreas de ciclo tardio sem boas condições prejudiciais até meados de março. A colheita já começou, mas está equipada em regiões irrigadas, menos afetadas pelo estresse hídrico.”
Em relatório separado nesta segunda-feira, a Biond Agro, especializada em gestão de risco e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, também estimou a safra brasileira em um recorde, investindo um número de 176,85 milhões de toneladas.
Yedda Monteiro, analista de inteligência e estratégia da Biond Agro, comentou em nota que apesar de algumas limitações, como uma expansão de área “mais contida”, reflexo de margens mais compressivas e crédito caro, o Brasil caminha para mais um número histórico.
Segundo a Biond, a área plantada com soja no Brasil deve crescer 2,9% ante o ciclo passado, atingindo aproximadamente 48,7 milhões de hectares.
A Biond também notou que a colheita apenas começou em algumas áreas, projetando que por volta do dia 23 deste mês aproximadamente 6% das áreas de soja do Brasil serão colhidas.
Até ao final da primeira semana de fevereiro o índice deverá subir para cerca de 20%, enquanto no início de março mais da metade da labora nacional já terá visto a passagem das colheitadeiras, segundo a Biond.
A estimativa é de que cerca de 70% da produção nacional seja colhida até metade de março, o que concentra grande parte da oferta no início do ano, lembrou a empresa de gestão de risco.
Essa concentração aumenta a pressão sobre a logística, com mais movimento nos armazéns, estradas e portos em um período curto, exigindo bom planejamento do produtor e do setor, alertou a Biond.
Milho
A StoneX projetou ainda a produção total de milho do Brasil em 2025/26 em 134,3 milhões de toneladas, praticamente estável em relação à estimativa anterior.
Para o verão milho, houve redução de 0,5% na estimativa de produção, para 26 milhões de toneladas.
“O ajuste foi motivado pela queda de 5,6% na produtividade esperada para Santa Catarina, reflexo das irregularidades climáticas”, disse a consultoria.
Já a segunda safra, que responde por grande parte da produção brasileira e é semeada após a colheita da soja, permanece com projeção de 105,8 milhões de toneladas, queda de 5,2% frente ao ciclo anterior, destacou a StoneX.