O bitcoin (BTC) opera em leve alta nesta sexta-feira (9) e acumula ganho de 1,4% em um período de sete dias, começando 2026 com o pé direito. No radar macroeconômico, hoje foi divulgado o Relatório de Emprego dos Estados Unidos, que registrou a criação de 50 mil empregos em dezembro.
O indicador veio abaixo da mediana das projeções dos economistas, que apontava para a abertura de 73 mil vagas de trabalho na maior economia do mundo no mês passado. Já a taxa de desemprego caiu de 4,5% (número revisado) para 4,4% no mesmo período.
Um ponto importante é que o dado de novembro foi revisado de uma criação de 56 mil empregos para o fechamento de 173 mil.
Os números apontam para uma piora do mercado de trabalho e devem ser bem recebidos pelo mercado, pois aumentam as chances de que o Federal Reserve (Fed) reduza os juros dos EUA nas próximas reuniões.
Às 10h47 (horário de Brasília) o bitcoin sobe 0,7% em 24 horas, cotado a US$ 90.509, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem leve variação positiva de 0,1% a R$ 485.404, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o ether, moeda digital da rede Ethereum, tem leve variação negativa de 0,1% a US$ 3.092. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, tem alta de 0,9% a US$ 2,11; a solana (SOL) registra ganhos de 3,4% a US$ 138,51; e o BNB (token da Binance Smart Chain) avança 0,6% a US$ 888,92.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,18 trilhões.
Segundo a consultoria Vault Capital, o bitcoin fechou o gap da região dos US$ 90.200 com a correção dos últimos três dias e passou a trabalhar de forma mais concentrada entre US$ 90 mil e US$ 91 mil. Em relatório, a Vault diz que essa é uma zona que vem mostrando pressão de curto prazo e bastante sensibilidade aos movimentos intradiários.
“Quando o preço se aproxima da região dos US$ 95 mil ou ameaça ultrapassá-la, surge pressão vendedora automática com o objetivo de manter o preço dentro desse intervalo. Por outro lado, sempre que o bitcoin se aproxima ou cai abaixo dos US$ 90 mil vemos pressão compradora imediata, sustentando o preço”, destacam os consultores.
De acordo com a Vault, esse movimento reflete a atuação de investidores do mercado de derivativos, que estão ajustando suas posições para proteger estruturas de hedge em opções.
Sobre o desempenho das criptomoedas no ano, Vinicius Bazan, CEO da casa de análise Underblock, afirma que 2026 está com uma perspectiva mais construtiva depois de um quarto trimestre de 2025 bastante ruim. Bazan lembra que a notícia de que a MSCI poderia excluir as ações de todas as tesourarias de ativos digitais dos seus índices espalhou pânico pelo mercado no fim do ano.
“Se a Strategy [maior empresa de tesouraria de ativos digitais do mundo] saísse dos índices poderia ter vendas forçadas das ações por fundos passivos que seguem esses índices. Com isso, as ações cairiam e a Strategy poderia ser forçada a vender seus bitcoins”, lembra.
O alívio desta preocupação veio ontem, com a MSCI anunciando que não iria fazer a exclusão. “Isso é um risco importante que foi tirado da frente”, diz Bazan. A Strategy é uma das maiores detentoras de bitcoin do mundo, com 673.783 unidades da criptomoeda, o equivalente a mais de US$ 61 bilhões.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 398,8 milhões. Foi o terceiro pregão consecutivo com saída de capital.
Os dois principais responsáveis pelo fluxo vendedor foram o IBIT, da BlackRock, com US$ 193,3 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 120,5 milhões.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 159,2 milhões. O maior alvo das vendas foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 107,7 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana foi registrado um saldo positivo de US$ 13,6 milhões.