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sábado, janeiro 10, 2026

Famílias denunciam chavismo por não libertar vários presos

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O Comitê de Mães em Defesa da Verdade, grupo que reúne familiares de presos políticos na Venezuela, criticou o regime interino do país por ter anunciado que vários detidos seriam libertados na quinta-feira (8), mas apenas 11 ganharam a liberdade, segundo informações de ONGs locais.

Em comunicado enviado ao site Efecto Cocuyo, o comitê disse que nenhum dos familiares de integrantes do grupo havia sido libertado até a manhã desta sexta-feira (9).

“Diversos familiares estão nas imediações dos presídios de Tocorón, Tocuyito e Las Crisálidas, bem como em várias delegacias da GNB [Guarda Nacional Bolivariana] e da polícia, sem qualquer indicação até o momento de que nossos parentes serão libertados nas próximas horas, apesar do que foi anunciado ontem pelo presidente da Assembleia Nacional”, disse o comitê.

O grupo acrescentou que mais de 200 pessoas seguem presas exclusivamente por terem participado de protestos contra o então ditador Nicolás Maduro após a fraude na eleição presidencial de 2024.

Na quinta-feira, o presidente da Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, Jorge Rodríguez, irmão da ditadora interina do país, Delcy Rodríguez, disse que “um número significativo” de presos políticos seria libertado ainda ontem.

Entretanto, ONGs confirmaram por ora que apenas 11 pessoas foram liberadas, entre elas cinco cidadãos espanhóis (entre eles, a ativista Rocío San Miguel, que têm dupla cidadania) e um italiano.

Um boletim da ONG Foro Penal, divulgado no início da semana, apontou que havia 806 presos políticos na Venezuela.

[Fonte Original]

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