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domingo, janeiro 11, 2026

Inflação: confira dez gráficos com os destaques do IPCA em 2025

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O esperado resultado final da inflação brasileira em 2025 agora é conhecido. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro e com isso fechou o ano passado com alta de 4,26%. É a menor taxa anual desde 2018 (3,75%) e também o quinto menor resultado desde o Plano Real, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O número significa também que o IPCA voltou a ficar abaixo do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC). A meta é de 3% em 12 meses, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Em 2025, entrou em vigor o novo sistema de meta de inflação, que passou a ser contínua e não mais anual. Em 2024, o IPCA tinha fechado em 4,83% e ultrapassado o teto da meta (4,50%).

Mas quais são os destaques na evolução dos preços em 2025? O ano foi marcado por uma inflação pressionada por serviços – cuja alta de preços foi superior à do IPCA geral –, pelos custos com energia elétrica e por desaceleração da alta dos preços de alimentos. Os itens com maior peso na cesta de consumo das famílias foram favorecidos por safra recorde, dólar em queda e recuo nos preços de algumas commodities.

Confira a seguir dez gráficos para entender melhor a inflação no ano passado:

Inflação mês a mês em 2025

A inflação brasileira começou em 2025 com taxa baixa em janeiro (0,16%), mas logo ultrapassou a marca de 1% (1,31% em fevereiro). Estas duas taxas foram, respectivamente, a mais baixa e a mais alta das variações mensais. Das doze taxas mensais, apenas uma foi de queda (-0,11% em agosto).

Série histórica do IPCA

A alta de 4,26% do IPCA em 2025 foi a menor em oito anos, desde 2018 (3,75%). Foi também o quinto menor resultado desde o Plano Real. Desde 2015, o resultado do IPCA ficou acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) em cinco anos. A última vez que isso ocorreu foi em 2024, quando o teto da meta era de 4,75%, mas o IPCA subiu 4,83%.

Seis das nove classes de despesas tiveram alta de preços menor em 2025 que em 2024. Apenas um entre esses nove grupos registrou deflação no ano passado (artigos de residência). A maior influência na alta dos preços foi em habitação, puxada pelo custo da energia elétrica. Embora classe com maior peso no orçamento das famílias e no cálculo do IPCA, alimentação e bebidas registrou alta de 2,95% e foi apenas o terceiro impacto no resultado do ano.

A alta de 2,95% dos preços de alimentação e bebidas em 2025 foi a oitava menor para o grupo desde 1995, ano seguinte do Plano Real. O número representa forte desaceleração ante 2024, quando subiu 7,69%. O gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, citou safra recorde, dólar em queda e preços de commodities também em recuo como principais influências para o aumento pequeno de alimentação e bebidas em 2025.

Itens importantes na cesta de consumo das famílias estão na lista daqueles com maior influência para baixo no IPCA de 2025, como arroz, feijão e batata-inglesa.

A energia elétrica foi a principal pressão para cima na inflação brasileira em 2025. O aumento de preço foi de 12,31%, com impacto de 0,48 ponto percentual, ou 11,26% da taxa de 4,26% do IPCA no ano. O resultado reflete as bandeiras tarifárias – com maior ocorrência de meses com bandeira vermelha e amarela – e também os reajustes de tarifas, segundo o gerente do IBGE Fernando Gonçalves.

Do lado das quedas, o arroz também aparece como o item que mais pressionou para baixo o IPCA de 2025. Nesse ranking que considera todos os 377 subitens do IPCA – tanto alimentícios quanto não alimentícios –, também aparecem aparelho telefônico, eletrodomésticos e automóvel usado.

Alimentícios X não alimentícios

Os dados do IBGE mostram uma evolução muito diferente entre os preços de produtos alimentícios e aqueles que não são alimentícios.

A inflação de serviços acelerou de 4,78% em 2024 para 6,01% em 2025, a maior taxa desde 2023 (6,22%). O resultado do ano passado também foi 1,75 ponto percentual acima do IPCA cheio, que fechou 2025 em 4,26%. A aceleração reflete pressão de demanda em alguns itens, segundo o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, que citou passagens aéreas, transporte por aplicativo e empregado doméstico, entre outros exemplos.

Inflação de monitorados

A inflação de monitorados subiu 5,28%, também acima de 2024, quando tinha sido de 4,66%. Neste caso, a principal influência para a alta foi da energia elétrica, cujo preço subiu 12,31% e foi o maior impacto individual no IPCA em 2025. O grupo de monitorados reúne itens que são regulados por contratos ou por órgãos públicos. Por isso, refletem menos a relação entre oferta e demanda do mercado que os chamados preços livres.

[Fonte Original]

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