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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Mitre tem queda de 75% nos lançamentos e de 2% nas vendas no 4º tri

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A incorporadora Mitre somou no quarto trimestre R$ 210,2 milhões em lançamentos, uma queda de 75,1% na comparação com o mesmo período de 2024. As vendas líquidas caíram 2,1%, para R$ 369,2 milhões.

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Os dois dados consideram apenas os dados da Mitre e excluem comissões e distratos. Os distratos cresceram 42,5% na comparação anual, para R$ 33,9 milhões.

Rodrigo Cagali, diretor-financeiro da Mitre, ressalta que o resultado de vendas foi o terceiro melhor da história da companhia, e um crescimento de 32% sobre o terceiro trimestre de 2025. “Ficamos contentes com o resultado”, diz.

A velocidade de venda no trimestre, medida pelo índice de venda sobre oferta (VSO), foi de 18,1%, avanço de 2 pontos percentuais em um ano. O VSO dos últimos 12 meses ficou em 43%, alta de 3,9 pontos em um ano.

No acumulado de 2025, a Mitre somou R$ 990,3 milhões em VGV, em três lançamentos, uma queda de 21,7% sobre 2024. As vendas líquidas, por sua vez, recuaram 4,2%, para R$ 1,26 bilhão. Os distratos caíram 17,2%, para R$ 110,5 milhões.

A incorporadora terminou o ano com um estoque avaliado em R$ 1,7 bilhão em VGV, valor 13,6% menor do que ao final de 2024. O estoque pronto, de unidades já entregues, soma R$ 115 milhões, o que representa 5,5% do estoque total. Essa parcela era de 3% ao final de 2024, mas de 7,5% no terceiro trimestre.

De acordo com Cagali, esse movimento se deve ao alto volume de entregas da empresa em 2025. Foram 2,1 mil unidades, com VGV de R$ 1,6 bilhão. “A tendência é que [o estoque pronto] volte aos patamares de 2%, que nós tínhamos”, afirma.

No material que acompanha a prévia operacional do quarto trimestre, divulgado nesta terça-feira (14), a Mitre afirma estar em fase de preparação para lançar um novo projeto ainda no trimestre atual, com VGV bruto de aproximadamente R$ 825 milhões. “Tínhamos a perspectiva de lançar no trimestre passado, mas acabou ficando para o início do ano, por questões de aprovação”, explica Cagali. “Espero que o lançamento seja realizado em março.”

O pipeline de novos projetos da empresa para 2026 deve ser composto por 65% para médio alto e alto padrão e 35% de projetos de média renda, de acordo com o diretor. A Mitre não prevê projetos para altíssima renda.

“O ano de 2026 é complexo do ponto de vista comercial, com muitos feriados, Copa do Mundo e eleição, mas tende a ser bom”, afirma, citando a expectativa de queda de juros, o desemprego ainda baixo e a inflação “mais controlada”.

[Fonte Original]

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