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quinta-feira, janeiro 15, 2026

Quanto custaria a Groenlândia se Trump quiser mesmo comprar?

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O presidente americano Donald Trump começou 2026 expressando, mais uma vez, o seu desejo de tornar a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, parte dos Estados Unidos. Autoridades locais negam que a ilha esteja disponível para qualquer tipo de negociação, mas isso não impediu que Trump sugerisse a compra do território. A alternativa comercial ao uso da força militar para dominar o território, porém, poderia custar caro para os EUA.

Segundo a NBC News, o território da Groenlândia poderia custar até US$ 700 bilhões, algo em torno de R$ 3,7 trilhões (na cotação de 14 de janeiro). O valor foi estimado por acadêmicos e ex-funcionários do governo americano como parte do planejamento de Trump para adquirir a ilha.

Outra opção em consideração pelo governo americano seria um pacto de livre associação com a Groenlândia, um acordo que incluiria assistência financeira dos EUA em troca da permissão para que o país mantenha presença militar na região. Os EUA têm acordos semelhantes com a República das Ilhas Marshall, os Estados Federados da Micronésia e a República de Palau.

Valores de difícil comparação

O valor apresentado NBC News diverge de uma estimativa apresentada pelo The New York Times no ano passado, quando Trump começou a falar sobre a possibilidade de comprar o território dinamarquês.

Em texto publicado em 11 de janeiro de 2025, o incorporador imobiliário e ex-economista do Banco Central americano (Federal Reserve) de Nova York, David Barker, estimou que a Groenlândia poderia valer entre US$ 12,5 bilhões e US$ 77 bilhões.

O valor foi calculado com base nas aquisições feitas pelos EUA do Alasca, comprado da Rússia em 1867 pelo equivalente a US$ 150 milhões, em valores corrigidos para 2025, e das Ilhas Virgens, adquiridas da Dinamarca em 1917 por cerca de US$ 657 milhões, também corrigido para 2025.

Barker sugeriu usar os preços das Ilhas Virgens e do Alasca como pontos de partida, mas ajustá-los com base na variação nominal do produto interno bruto (PIB) dos Estados Unidos ou da Dinamarca para levar em conta tanto a inflação quanto o crescimento econômico. “Uma economia maior pode pagar mais, e uma economia maior provavelmente exigiria um preço maior”, disse ele na época.

O que dizem as autoridades

Autoridades da Dinamarca e da Groenlândia rejeitaram as alegações de Trump de que os EUA adquirirão a Groenlândia “de um jeito ou de outro”.

Ainda assim, segundo a NBC, um alto funcionário da Casa Branca alegou que o Secretário de Estado americano, Marco Rubio, recebeu instruções para apresentar uma proposta nas próximas semanas para a compra da Groenlândia, descrevendo tal plano como uma “alta prioridade” para Trump.

“Eu adoraria fechar um acordo com eles”, disse Trump a repórteres no domingo, quando questionado se a Groenlândia poderia oferecer um acordo. “É mais fácil. Mas, de um jeito ou de outro, vamos ficar com a Groenlândia.”

A ministra das Relações Exteriores, Vivian Motzfeldt, porém, reiterou que “a Groenlândia não quer ser propriedade dos Estados Unidos, governada por eles ou fazer parte deles”, ao chegar a Washington na terça-feira. “Escolhemos a Groenlândia que conhecemos hoje — como parte do Reino da Dinamarca.”

[Fonte Original]

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