Na prática, o Harpia tem “capacidade” de 10 milhões de celulares ou 200 mil notebooks. “A gente faz estimativa para as pessoas terem uma ideia do poder, baseado no número de operações matemáticas que cada um desses equipamentos faz em média”, afirma Luiz.
Equipamento atua realizando “ultrassonografia” de áreas de interesse. Segundo Luiz, o supercomputador consegue gerar uma imagem sísmica de vários quilômetros quadrados para encontrar regiões em que possa ter petróleo.
Harpia começou a funcionar em outubro e já apareceu no ranking top 500 na edição de novembro. O equipamento custou R$ 435 milhões, pesa 50 toneladas e mede 50 metros de comprimento, considerando todas as partes em linha reta.
Maioria dos supercomputadores fica nos EUA, China, Japão e Europa. Segundo Luiz, o uso desses equipamentos está relacionado com “desvendar fronteiras”. A petrolífera brasileira acaba tendo um uso constante dos supercomputadores, seja na busca ou na produção de petróleo. Outras áreas com grande uso dos supercomputadores são a aeronáutica, farmácia, além de pesquisa acadêmica.
Brasil tem ao todo dez equipamentos na lista dos 500 supercomputadores mais potentes do mundo. Desses, 7 são da Petrobras (nas posições: 36, 97, 184, 222, 295, 333 e 341). Um é do governo do Brasil (posição 122), e os outros dois são da iniciativa privada e pertencem às companhias SiDi (posição 382) e Software Company MBZ (posição 354).