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segunda-feira, janeiro 19, 2026

Ibovespa encerra estável sem apoio da Vale e bancos em dia de baixa liquidez

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Sem o apoio da Vale e das ações de alguns bancos, o Ibovespa teve dificuldade em adotar uma tendência única nesta segunda-feira e fechou perto da estabilidade, com viés de alta de 0,03%, aos 164.849 pontos. Em um dia de baixa liquidez devido ao feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos, que deixou o mercado à vista americano fechado, o índice brasileiro variou entre os 164.265 pontos e os 165.155 pontos.

Diante da imposição de tarifas pelos Estados Unidos a países da Europa contrários à anexação da Groenlândia, o aumento das incertezas no exterior também alimentou uma postura mais cautelosa dos investidores.

Em um dia sem grandes direcionadores locais, ações de instituições financeiras fecharam em direções opostas: as ON do Banco do Brasil lideraram as quedas, com -0,28%, enquanto as units do BTG Pactual responderam pelas maiores altas, no valor de 0,77%.

Em linha com o avanço nos preços de petróleo e com o recuo das cotações do minério de ferro na sessão, as PN da Petrobras subiram 0,41%, enquanto as ON da Vale cederam 0,39%.

Embora os papéis de commodities tenham encerrados mistos hoje, a equipe de estratégia de ações da XP, liderada por Fernando Ferreira, destacou que o desempenho positivo das ações locais na última semana foi sustentado por dois vetores principais. O primeiro foi a forte performance dos setores ligados a commodities: óleo e gás avançou 4,6%, favorecido pela alta dos preços do Brent; já mineração e siderurgia subiram 5,4%, apoiados por uma visão mais construtiva para os metais.

Nesse contexto, a equipe da XP traz que as ações de maior peso no índice tiveram papel central na alta, com destaque para Petrobras (PETR3 +6,5%; PETR4 +5,7%) e Vale (VALE3 +5,6%), que lideraram a contribuição positiva ao Ibovespa na semana passada.

Já o segundo fator de suporte ao mercado foi o fluxo estrangeiro, que seguiu expressivamente positivo, somando R$ 3,3 bilhões na semana.

Para o chefe da corretora do Scotiabank no Brasil, Michel Frankfurt, o fluxo de capital estrangeiro da semana passada não foi impulsionado por um aspecto particular do Brasil, mas sim por uma visão geopolítica mais favorável para a América Latina neste momento.

“O fluxo que está vindo é de ‘fast money’ [tático]; não é algo específico para o Brasil. Estamos tendo um fluxo geopolítico”, diz. “O risco geopolítico aumentou e tem uma onda pró-mercado ocorrendo na América Latina. A intervenção americana [na Venezuela] corrobora uma história mais positiva de que a influência do Ocidente deve permanecer e pode até aumentar”, acrescenta.

Em um dia de liquidez reduzida, o volume financeiro negociado no pregão foi de R$ 8,4 bilhões, bem abaixo da média diária de R$ 18,2 bilhões registrada desde o começo deste ano. Já na B3, o giro foi de R$ 12,6 bilhões.

[Fonte Original]

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