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terça-feira, janeiro 20, 2026

xAI, de Elon Musk, Será Lucrativa Antes da OpenAI, Diz Ex-diretor Financeiro

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O laboratório de inteligência artificial xAI, de Elon Musk, deve se tornar lucrativo até 2028. Atualmente, a empresa mantém US$ 10 bilhões (R$ 53,9 bilhões) em caixa, de acordo com a gravação de uma apresentação a investidores analisada pela Forbes.

“A xAI está acelerando a geração de receita rapidamente e deve se tornar positiva em fluxo de caixa em dois anos e meio, três anos”, afirmou Jonathan Shulkin, da Valor Equity Partners, durante uma teleconferência realizada na quarta-feira com potenciais investidores de um veículo de financiamento destinado a bancar a infraestrutura de IA da xAI. “Eles também estão levantando capital próprio. O valor anunciado da rodada é de US$ 15 bilhões (R$ 80,85 bilhões). Posso dizer que essa demanda já está garantida, então é provável que o montante final seja bem maior.”

Shulkin, que afirma ter atuado como diretor financeiro da xAI durante o último verão no hemisfério norte, acrescentou que a empresa vem utilizando um modelo inédito de financiamento para tornar a construção de centros de dados mais barata, mais rápida e com menor risco de crédito para a xAI. Atualmente, o cargo de CFO é ocupado pelo banqueiro veterano Anthony Armstrong.

Em resposta a um pedido de comentário, um porta-voz da xAI escreveu: “A mídia tradicional mente”. A Nvidia se recusou a comentar. Um representante da Valor Equity Partners não respondeu imediatamente às solicitações.

Corrida bilionária

A OpenAI acredita que só se tornará positiva em fluxo de caixa em 2030, reflexo de seu compromisso de investir US$ 1,4 trilhão (R$ 7,546 trilhões) em acordos de infraestrutura para inteligência artificial. Já a Anthropic projeta atingir o ponto de equilíbrio em 2028, segundo reportagem do Wall Street Journal, um cronograma de rentabilidade alinhado às estimativas da xAI.

Assim como ocorre com a maioria das empresas de IA, o sucesso futuro da xAI depende, em grande parte, do acesso a poder computacional. Os centro de dados responsáveis por esse processamento podem custar de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões (entre R$ 107,8 bilhões e R$ 161,7 bilhões) para serem construídos. Por isso, apesar do volume expressivo de recursos disponíveis em caixa, a companhia ainda precisa captar mais capital. Essa captação ocorre por duas vias.

A primeira é uma rodada tradicional de financiamento com emissão de ações, inicialmente divulgada pela CNBC. A segunda envolve um veículo de propósito específico (SPV, na sigla em inglês), responsável por adquirir os principais componentes dos centro de dados — como racks de chips da Nvidia e a infraestrutura que os interliga — e alugá-los para a xAI.

Criado pela Valor Equity Partners, gestora comandada pelo bilionário Antonio Gracias, aliado de longa data de Musk, esse veículo — chamado Valor Compute Infrastructure — está levantando US$ 7,5 bilhões (R$ 40,425 bilhões) em recursos próprios, além de aproximadamente o dobro desse valor em dívidas.

Entre os financiadores estão a Nvidia, que comprometeu US$ 2 bilhões (R$ 10,78 bilhões), as gestoras de private equity Blue Owl, Apollo, GoldenTree e Marathon, além de investidores individuais. A Valor Equity Partners também planeja investir entre US$ 75 milhões e US$ 125 milhões (entre R$ 404,25 milhões e R$ 673,75 milhões) no projeto.

A Valor Compute Infrastructure (VCI) pretende distribuir pagamentos trimestrais em dinheiro aos investidores, com uma taxa interna de retorno projetada de 9%.

Segundo a gravação, a VCI espera adquirir US$ 22 bilhões (R$ 118,58 bilhões) em capacidade computacional por meio desse veículo. O material também revela planos de gastar US$ 5,3 bilhões (R$ 28,567 bilhões) já no dia seguinte em racks dos chips GB200 da Nvidia que “já estão em operação.”

Encomendas adicionais dos chips mais avançados da empresa, os GB300, avaliadas em mais de US$ 10 bilhões (R$ 53,9 bilhões), estão previstas para o início do próximo ano. “O principal motivo de a xAI recorrer a esse financiamento por meio da VCI é o custo de capital”, explicou Shulkin durante a teleconferência.

Segundo ele, levantar recursos por meio de emissão de ações pode custar entre 40% e 50% do valor captado, o que torna inviável usar capital próprio para financiar ativos que podem ser estruturados dessa forma. “Esse é o modelo de menor custo. Foi uma inovação no mercado utilizar essa estrutura.”

[Fonte Original]

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