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quarta-feira, janeiro 21, 2026

2026 é o novo 2016? Como era o mercado de smartphones uma década atrás

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Em redes sociais como Instagram e TikTok, uma nova trend marcou o início do ano. A moda é comparar por meio de fotos, vídeos e relatos um 2026 ainda no início com a situação de 2016, exatamente uma década atrás.

No feed dessas plataformas, são várias as pessoas repostando fotos antigas e comentando em que fase da vida estavam há dez anos, relembrando com nostalgia outra fase da vida.

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Pensando nisso, o TecMundo resolveu revisitar também como estava o mercado de smartphones no Brasil e no mundo na década passada, comparando com a situação atual. Será que, no caso da indústria de celulares, 2026 também é o novo 2016?

Marcas que dominavam a indústria global

O ano de 2016 no mercado de celulares consolidou a Samsung na liderança, mas com uma pedra no sapato. A marca sul-coreana foi ultrapassada pela Apple no último trimestre como líder em volume de aparelhos vendidos, apesar de terminar o ano no geral como líder.

Parte do problema envolveu a crise dos Galaxy Note 7 explosivos, que prejudicou o segundo semestre da marca após o recall, além de um menor volume na categoria de intermediários. Por outro lado, a Apple aproveitou o sucesso da linha iPhone 7.

De acordo com a Gartner, foram vendidos no ano 1,5 bilhão de smartphones, 5% a mais do que no ano anterior. A divisão do mercado era a seguinte no período:

  • 1. Samsung — 20,5%
  • 2. Apple — 14,4%
  • 3. Huawei — 8,9%
  • 4. Oppo — 5,7%
  • 5. BBK — 4,8%
  • Outras — 45,6%

A Huawei seguia a ótima fase com modelos como o Mate 9, com a marca cada vez mais voltada para o segmento premium. 

Já a Oppo seguia como a líder chinesa em celulares, apesar de ainda tímida internacionalmente. Por fim, o conglomerado também chinês BBK (então dona de OnePlus e Vivo) seguia muito popular em mercados como a Índia.

O Galaxy S7. (Imagem: Divulgação/Samsung)

O levantamento da Gartner mostra ainda que 81,7% dos aparelhos vendidos eram Android. Neste ano, a BlackBerry praticamente zerou a participação no mercado e o Windows Phone também chegava ao fim da linha, com apenas 0,3% do setor.

E o mercado brasileiro de celulares?

Olhando para a cena nacional, o momento em 2016 era preocupante. Segundo a IDC, a venda de celulares no Brasil caiu 5,2% em comparação com o ano anterior e totalizou 48,4 milhões de unidades comercializadas, sendo o segundo ano consecutivo de queda.

Além disso, o gasto médio por dispositivo era de R$ 1.050 — bem diferente dos R$ 2.557 registrados em 2025 como o valor médio dos celulares nos últimos meses.

Para efeitos de comparação, o iPhone 7 foi lançado a partir de R$ 3.499, enquanto o iPhone 17 saiu em setembro de 2025 por a partir de R$ 7.999.

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O Moto G4. (Imagem: Divulgação/Motorola)

a dupla top de linha Galaxy S7 e Galaxy S7 Edge chegou às lojas por R$ 3,8 mil e R$ 4,3 mil, respectivamente. Por outro lado, o Galaxy S25 teve o preço inicial fixado em R$ 6.999, enquanto o Galaxy S25 Ultra foi lançado por R$ 12 mil — sendo que hoje é possível achar esses dispositivos por quase a metade do valor.

A Counterpoint Research apontou que em 2016 a divisão do mercado de smartphones no Brasil era a seguinte:

  • 1. Samsung — 47%
  • 2. Motorola — 13%
  • 3. LG — 12%
  • 4. Alcatel — 6%
  • 5. Apple — 4%
  • Outras — 19%

O país em plena crise econômica e desvalorização da moeda em relação ao dólar explicariam a má fase. O levantamento brasileiro aponta ainda que a preferência por grandes fabricantes diminuiu, com marcas menos populares conquistando bons índices de venda.

Smartphones icônicos de 2016

  • Samsung Galaxy S7, com tela de 5,1 polegadas, filmagem em 4K e um bom design.
  • Motorola Moto G4, com uma bateria de alta duração e a relação custo-benefício tradicional da linha.
  • Motorola Moto Z, o celular modular que usava Moto Snaps para incorporar alto-falante, projetor e até bateria extra.
  • iPhone 7 Plus, que abandonou a entrada de fone de ouvido e redesenhou o botão Home.
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O ousado Mi Mix. (Imagem: Divulgação/Xiaomi)
  • Xiaomi Mi Mix, com tela enorme para o período com 6,4 polegadas de excelente resolução e bordas finas.
  • ASUS ZenFone 3, com boas especificações técnicas para quem buscava um “quase top de linha”.
  • Vale ainda citarmos algumas menções honrosas em vendas ou por aspectos técnicos interessantes, como o LG V20, o primeiro Google Pixel, o Sony Xperia XZ e o Xiaomi Mi 5s.

O que está igual em 2026? E o que mudou?

Considerando os números e nomes envolvidos no mercado desses dois anos, notamos algumas semelhanças na indústria de celulares. A disputa acirrada entre Apple e Samsung no mercado global segue tão quente quanto antes, agora com uma leve vantagem para a norte-americana.

Além disso, marcas chinesas hoje estão mais presentes no lugar de empresas que abandonaram o mercado — como LG, Alcatel, BlackBerry, Microsoft e mais recentemente a Asus. A queda mais notável, porém, é a da Huawei, que foi vítima das sanções comerciais dos EUA anos depois.

O setor brasileiro tem algumas peculiaridades: o nosso mercado ainda traz a Motorola entre as favoritas do público, mas a Xiaomi segue disparada como a chinesa mais popular.

É curioso ainda notar como em 2026 nos aproximamos de uma nova crise que pode derrubar as vendas e encarecer aparelhos neste ano. Porém, ela agora é global e por um motivo bem diferente: a escassez de chips de memória agora direcionados para inteligência artificial (IA).

Quais foram os melhores celulares lançados em 2025? Conheça a lista preparada pelo TecMundo!

[Fonte Original]

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