O Ibovespa subiu 3,33% e renovou sua máxima histórica nesta quarta-feira, 21, se beneficiando do fluxo de investidores estrangeiros. O ouro também bateu recordes, ante o risco internacional. Já o dólar caiu ante o real.
O aceno do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um acordo em relação a Groenlândia ajudou a aliviar tensões no fim do dia, mas não foi suficiente para reverter a tendência de diversificação global de investimentos, que segue favorecendo ativos brasileiros.
Ibovespa
O índice de referência da bolsa brasileira encostou nos 172 mil pontos. O movimento foi puxado por ações mais negociadas, como Itaú e Vale, que renovaram seus topos históricos.
Apenas nesta sessão, foram superadas pela primeira vez as marcas de 167 mil, 168 mil, 169 mil, 170 mil e 171 mil pontos.
O volume financeiro somou R$ 43,32 bilhões, bem acima da média do ano, de R$ 28,99 bilhões.
De acordo com analistas e estrategistas, fatores globais seguem como protagonistas para o desempenho positivo do Ibovespa, com destaque para realocação de capital de mercados desenvolvidos, principalmente Estados Unidos, para países emergentes.
Esse movimento, que também se observou no ano passado, reflete uma busca por diversificação geográfica diante do aumento das tensões geopolíticas e preocupações em torno da política comercial dos Estados Unidos.
Dólar
O dólar fechou a quarta-feira em baixa firme ante o real, em meio ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior e ao fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira.
A moeda americana encerrou o dia em baixa de 1,10%, aos R$ 5,32, na menor cotação de fechamento desde 4 de dezembro do ano passado, quando atingiu R$ 5,31. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,06%.
No exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender que o país passe a controlar a Groenlândia, hoje ligada à Dinamarca, mas abrandou a retórica ao descartar o uso da força para isso.
O discurso de Trump fez o dólar recuperar um pouco de força ante as divisas fortes no exterior, como o euro e o franco suíço, após a aversão a ativos norte-americanos vista nos últimos dias.
Ouro
O ouro renovou máximas históricas nesta quarta-feira, com a onça se aproximando de 4.900 dólares, impulsionado pela busca por proteção diante do aumento das tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Groenlândia.
Ao longo do dia, parte dos ganhos foi devolvida após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar um tom mais conciliador sobre a Groenlândia, o que favoreceu a recuperação das bolsas globais. Ainda assim, analistas avaliam que o ouro segue sustentado pela incerteza política internacional e pela expectativa de juros estáveis nos Estados Unidos.