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quinta-feira, janeiro 22, 2026

Manhã no mercado: Bolsas globais sobem com alívio geopolítico, à espera de dados americanos

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As bolsas globais seguem em alta nesta quinta-feira, após o presidente americano, Donald Trump, descartar o uso da força militar para anexar a Groenlândia e suspender a imposição de tarifas a oito países europeus. A perspectiva de um acordo reduziu a percepção de risco geopolítico nos mercados e também impulsionou a rotação de portfólios para os mercados emergentes na sessão desta quarta-feira, com destaque para o Ibovespa, que não apenas emendou uma sequência de recordes, superando os 171 mil pontos, como também registrou giro de R$ 33,4 bilhões.

Por volta das 8h, os futuros dos índices de Nova York avançavam, com destaque para o do Nasdaq, que subia 0,80% e o do S&P 500, que avançava 0,60%. Na Europa, as bolsas se recuperam, com o Stoxx 600 em alta de 1,25% e o CAC 40, de Paris, com ganhos de 1,12%. Já o DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, cedia 0,07%, aos 98,72 pontos.

Em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, Trump afirmou que “não precisa, não quer nem vai usar a força” para controlar a Groenlândia. Depois, o republicano disse que o país formou a “estrutura de um futuro acordo” em relação ao território dinamarquês e que não imporia mais novas tarifas a oito países europeus, garantindo um impulso adicional aos ativos brasileiros no fim do pregão de ontem.

Além da bolsa brasileira, os mercados de juros e câmbio se recuperaram da maior aversão a risco observada na terça-feira. No fim das negociações, o dólar à vista registrou desvalorização de 1,13%, cotado a R$ 5,3196, no menor patamar desde 4 de dezembro de 2025, véspera do anúncio da pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Já a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento de janeiro de 2027 teve queda de 13,795% para 13,725%, enquanto a taxa de janeiro de 2031 anotou forte baixa de 13,57% a 13,455%.

Hoje, as atenções seguem concentradas em novas declarações de Trump, mas também na agenda de indicadores americanos. Os investidores acompanham a divulgação dos dados do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre e o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) de outubro, considerada a métrica de inflação preferida pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

No Brasil, os desdobramentos do caso Master seguem no radar, especialmente após a liquidação da Will Financeira (Will Bank) decretada nesta quarta-feira pelo Banco Central. A decisão pode adicionar mais R$ 6,5 bilhões na conta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), como mostrou o Valor.

[Fonte Original]

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