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sexta-feira, janeiro 23, 2026

Brex, Fintech Fundada por Brasileiros, É Adquirida Pela Capital One por US$ 5,1 Bilhões

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A Capital One Financial Corporation anunciou nesta quinta-feira (22), por meio de comunicado, que firmou acordo para adquirir a Brex. A transação que combina 50% em ações e 50% em dinheiro é avaliada em US$ 5,15 bilhões (R$ 27,22 bilhões).

A Brex foi fundada em 2017 nos Estado Unidos por dois jovens brasileiros: Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, ambos Forbes Under 30 em 2015. A fintech foi criada para atender o mercado de cartões de crédito corporativos, mas também lançou softwares de gerenciamento de despesas e de pagamento de contas comerciais.

“Agora, iniciamos o próximo capítulo em parceria com a equipe da Capital One. Juntos, vamos potencializar o ‘founder mode’ ao combinar a expertise da Brex e a marca forte da Capital One”, diz Pedro Franceschi, fundador e CEO da Brex. Segundo ele, isso vai acelerar o crescimento e ampliar a velocidade com que oferecem soluções financeiras melhores às empresas.

A Brex também utiliza agentes de IA para ajudar clientes a automatizar fluxos de trabalho complexos. De acordo com a empresa, isso reduz a necessidade de revisões manuais e aumenta o controle de gastos.

“Desde a nossa fundação, buscamos construir uma empresa de pagamentos na vanguarda da revolução tecnológica”, afirma Richard D. Fairbank, fundador, presidente do conselho e CEO da Capital One. “A aquisição da Brex acelera essa jornada, especialmente no mercado de pagamentos corporativos.”

Esse foi o maior contrato da Capital One desde sua aquisição de US$ 35 bilhões (R$ 184,96 bilhões) da Discover Financial Services em 2025, que criou o maior credor de cartões de crédito dos EUA.

A expectativa é que o negócio seja concluído em meados de 2026, sujeito ao cumprimento das condições usuais de fechamento. Após a conclusão da transação, Franceschi seguirá à frente da Brex. Dubugras é acionista e membro do conselho.

História de sucesso

Dubugras e Franceschi compartilham o interesse por programação e tecnologia desde a adolescência e se aproximaram em 2012, após trocarem mensagens pelo Twitter. Na época, eles eram estudantes do ensino médio e moravam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em 2013, os amigos lançaram no Brasil a startup Pagar.me, que permitia que comerciantes aceitassem pagamentos online. A empresa tinha 150 funcionários quando foi vendida para a Stone, em 2016.

Eles fundaram a Brex em 2017, após deixarem Stanford antes do fim do primeiro ano de faculdade. Dois anos depois, ambos foram destaques da lista 30 Under 30 de finanças da Forbes norte-americana. Até então, a startup havia levantado US$ 213 milhões e era avaliada em US$ 1,1 bilhão.

Em 2019, a empresa expandiu suas operações ao lançar contas bancárias corporativas, iniciativa que atraiu mais de US$ 1 bilhão (R$ 5,29 bilhões) em investimentos de capital de risco, com aportes de nomes como Tiger Global Management, Peter Thiel e Max Levchin, fundador da Affirm.

A Brex é conhecida como uma das startups mais bem-sucedidas do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), e teve um crescimento acentuado ao longo dos anos. Atualmente, Franceschi e Dubugras integram a lista de bilionários brasileiros. Em 2025, a fortuna de Dubugras era estimada em R$ 3,3 bilhões.

[Fonte Original]

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