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domingo, janeiro 25, 2026

PF desmonta fraude da “bomba baixa” na gasolina e veja 7 sinais para motoristas observarem ao abastecer

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A Polícia Federal começou uma ofensiva em todo o país para frear a fraude conhecida como “bomba baixa”, um golpe antigo, mas ainda muito comum, que atinge motoristas todos os dias nos postos de combustíveis.

As investigações, concluídas nas últimas semanas, escancararam um esquema criminoso bem organizado, ativo em dezenas de postos de Curitiba. Segundo a PF, há indícios de que o modelo de fraude não ficou restrito ao Paraná e pode ter se espalhado para outras regiões do Brasil.

O trabalho faz parte da Operação Tank e concentrou esforços em provar as irregularidades, mapear quem comandava o esquema e desmontar uma rede de postos que operava sob o controle de uma organização criminosa.

Já de início: fraudes confirmadas em 50 postos

Perícias técnicas realizadas em 50 estabelecimentos confirmaram a existência de duas fraudes principais, usadas de forma sistemática para lesar os motoristas:

1️⃣ Fraude da “bomba baixa”

Conhecida tecnicamente como fraude metrológica, essa prática fazia com que o motorista pagasse por um volume de combustível maior do que o realmente abastecido.

Segundo a Polícia Federal, os postos utilizavam um dispositivo eletrônico chamado “Sistema Flex”, capaz de alterar remotamente o funcionamento das bombas por meio de um aplicativo de celular.

Os testes apontaram diferenças de até 8,3% a menos de combustível entregue ao consumidor — um índice muito acima do permitido por lei.

2️⃣ Adulteração de combustível

A segunda irregularidade foi ainda mais grave. Análises laboratoriais constataram que a gasolina comum vendida em alguns postos continha até 79% de etanol, quando o limite legal é de 27%, com tolerância máxima de apenas 1%.

Além de ser crime, essa adulteração pode:

  • Danificar motores
  • Aumentar o consumo
  • Gerar prejuízos altos ao motorista
  • Elevar artificialmente os lucros dos fraudadores

Ligação com o crime organizado e lavagem de dinheiro

A investigação revelou que as fraudes nos postos eram a principal fonte de recursos de um sistema financeiro paralelo, ligado ao crime organizado, que movimentou bilhões de reais.

O dinheiro era ocultado por meio de:

  • Empresas de fachada
  • Uso de “laranjas”
  • Esquemas de lavagem de dinheiro para disfarçar a origem ilegal dos valores

Ao final do inquérito, oito pessoas foram indiciadas, apontadas como integrantes do núcleo de comando da rede de postos — a chamada “diretoria” do esquema criminoso.

🚨 7 sinais de alerta para motoristas observarem ao abastecer

Fique atento se você notar:

  1. ⛽ Autonomia do veículo menor que o normal
  2. 💰 Preço muito abaixo da média da região
  3. 📉 Combustível “acabando rápido” após abastecer
  4. 🔧 Falhas no motor, engasgos ou perda de potência
  5. 📱 Funcionários manipulando celular perto das bombas
  6. 🧾 Dificuldade ou recusa em emitir nota fiscal
  7. Se algo parecer estranho, interrompa o abastecimento.

Onde denunciar irregularidades em postos de combustíveis

Você pode denunciar de forma segura e, em muitos casos, anônima:

  • Polícia Federal – quando houver indícios de crime organizado ou fraude em larga escala
  • ANP (Agência Nacional do Petróleo) – pelo site ou telefone
  • Procon do seu estado ou município
  • Disque 181 (Disque-Denúncia), em vários estados

A denúncia ajuda a proteger todos os consumidores e a combater esquemas criminosos que prejudicam o país inteiro.

[Fonte Original]

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