20.5 C
Brasília
domingo, janeiro 25, 2026

Salvador Vive Alta Histórica no Verão e no Carnaval

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Com a aproximação do Carnaval, Salvador entra em seu período mais emblemático do ano reafirmando um protagonismo que vai além da festa. A capital baiana deve receber cerca de 3,6 milhões de visitantes neste verão, segundo dados da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), consolidando-se como um dos destinos mais desejados do Brasil. O movimento é perceptível desde dezembro, com alta ocupação hoteleira, crescimento no fluxo de turistas estrangeiros e uma cidade em plena efervescência cultural.

Esse novo ciclo de demanda reposiciona Salvador também no mapa da hotelaria de alto padrão e da gastronomia autoral, especialmente no Centro Histórico, que volta a ocupar lugar central na experiência urbana. Para Antonio Mazzafera, fundador do Grupo Fera e do Fera Palace, primeiro hotel de luxo da capital baiana, o momento reflete uma transformação estrutural do destino. “O crescimento de Salvador não acontece apenas pela força dos grandes eventos, mas por um processo contínuo de qualificação da cidade, da oferta cultural, gastronômica e da hospitalidade. Hoje, o visitante busca viver Salvador de forma mais profunda, conectada à sua história e ao seu cotidiano”, afirma.

DivulgaçãoFachada do Fera Palace Hotel, ícone Art Déco inaugurado
em 1934 e restaurado pelo Grupo Fera

Centro em transformação

Nos últimos anos, o Centro Histórico tem passado por um reposicionamento gradual, impulsionado por investimentos em restauração patrimonial, novos projetos residenciais, hotelaria e iniciativas gastronômicas. A região, antes vista sobretudo como ponto turístico pontual, passa a ser incorporada de maneira mais orgânica ao dia a dia da cidade.

Segundo Mazzafera, essa mudança está diretamente ligada ao aumento do interesse de turistas brasileiros e estrangeiros por experiências culturais autênticas. “Quando começamos a investir no Centro, ainda havia a percepção de que era uma região para visita rápida. Hoje, vemos um movimento claro de reocupação, de novos negócios e de um fluxo mais constante de pessoas. Isso muda completamente a dinâmica urbana”, diz.

O grupo já investiu mais de R$ 150 milhões em projetos no Centro Histórico, em um portfólio que reúne diferentes usos — da hotelaria à moradia, passando por iniciativas culturais e gastronômicas. O objetivo, segundo o empresário, é contribuir para a construção de um bairro mais vivo, integrado e economicamente sustentável.

Gastronomia como eixo da experiência

Em meio a esse contexto, a gastronomia ganha protagonismo como vetor de atração e permanência do visitante. Endereços que combinam patrimônio, identidade local e leitura contemporânea da cozinha passam a integrar os roteiros de quem chega à cidade.

É nesse cenário que se insere a abertura do Arento, novo restaurante do Fera Palace Hotel, dedicado a peixes e frutos do mar. A proposta conecta referências do litoral baiano à tradição culinária do sul da Itália, em um diálogo que privilegia ingredientes frescos, pesca artesanal e uma abordagem autoral.

À frente da cozinha está o chef Peu Mesquita, diplomado pelo Instituto Italiano de Culinária e com passagem pelo restaurante Piazza Duomo, três estrelas Michelin, na Itália. Seu cardápio propõe uma leitura contemporânea da gastronomia mediterrânea, sem perder o vínculo com os sabores e produtos locais. Para Mazzafera, o Arento representa uma evolução natural da relação entre o hotel e a cidade. “Mais do que ampliar a oferta gastronômica, buscamos criar espaços que dialoguem com Salvador, com seu ritmo e com seu modo de receber”, afirma.

DivulgaçãoO chef Peu Mesquita assina o menu do novo restaurante Arento

Verão, Carnaval e o novo perfil do visitante

A ampliação da conectividade aérea internacional tem contribuído para diversificar o perfil dos turistas que chegam à capital baiana. Novas rotas, como as operadas por companhias europeias e latino-americanas, facilitam o acesso e ajudam a consolidar Salvador como porta de entrada do turismo internacional no Nordeste.

Esse movimento se intensifica durante o verão e atinge seu ápice no Carnaval, período em que a cidade se transforma em vitrine global da cultura brasileira. Para Mazzafera, o desafio está em equilibrar intensidade e acolhimento. “O visitante quer viver a energia da festa, mas também valoriza ter um lugar de pausa, conforto e segurança. Essa combinação é essencial para uma experiência completa”, diz.

Nesse contexto, o Carnaval deixa de ser apenas um pico de ocupação e passa a ser encarado como um momento estratégico de construção de imagem, relacionamento e fidelização. A busca não é apenas por volume, mas por qualidade na experiência oferecida.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img