As tesourarias de ativos digitais surgiram com força em 2025, correndo para acumular bilhões de dólares em criptoativos como Bitcoin e Ethereum.
Mas 2026 é sobre mais do que simplesmente comprar ETH para a empresa de tesouraria de Ethereum SharpLink Gaming, que pretende se diferenciar do resto ao focar na estabilidade de longo prazo e evitar movimentos chamativos feitos apenas por aparência.
“Não vamos ser as pessoas que priorizam a acumulação acima de tudo”, disse o CEO da SharpLink, Joseph Chalom, ao Decrypt. “2026 é realmente sobre nos diferenciarmos do grupo e sermos vistos como uma tesouraria de ativos digitais (DAT) focada e disciplinada.”
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A empresa já acumulou 865.797 ETH — ou mais de US$ 2,6 bilhões — até agora, mas não fez uma grande aquisição desde outubro. Isso porque a companhia planeja adicionar ETH à sua tesouraria apenas quando isso for acrescente valor aos acionistas, ou quando seu múltiplo sobre o valor patrimonial líquido (mNAV) estiver acima de 1.
Isso significa que ela ficou bem atrás da principal empresa de tesouraria de Ethereum, a BitMine Immersion Technologies (BMNR), em termos de acumulação. A empresa liderada por Tom Lee possui mais de 4,2 milhões de ETH, avaliados em mais de US$ 12,6 bilhões. A BitMine também realizou investimentos ao longo do caminho, mais recentemente aportando US$ 200 milhões na Beast Industries, empresa do astro do YouTube MrBeast.
“Se eu quisesse apenas acumular, poderia captar capital todo mês, todo dia, e diluir meus acionistas”, disse Chalom. “Nós não estamos fazendo isso.”
“Não estamos distraídos com investimentos sem foco — não estamos presos como uma DAT zumbi”, acrescentou. “Se você tem capital institucional ou quer investir no longo prazo, nós somos essa DAT focada, com disciplina e sofisticação. É assim que queremos encerrar o ano.”
As ações da empresa (SBET) caíram mais de 60% nos últimos seis meses, mas Chalom afirmou que a participação institucional no capital da empresa está aumentando, o que sinaliza que a narrativa apresentada está ressoando com investidores de visão mais longa.
“Acho que tem a ver com a forma como estamos contando nossa história e operando”, disse ele. “Fazemos isso de maneira muito sistemática e metódica, o que tende a atrair pessoas interessadas em uma tese de investimento de longo prazo.”
No início deste mês, a empresa fez staking de US$ 170 milhões de suas reservas de ETH na rede de segunda camada do Ethereum, a Linea, como parte de um esforço de vários anos que permite gerar rendimentos acima do normal e incentivos adicionais para investidores.
Esse movimento é o primeiro do tipo para a SharpLink, que, no fim das contas, quer “pioneirar” o uso produtivo de ETH entre as tesourarias de ativos digitais.
Assim como a BitMine, a SharpLink planeja, no futuro, deter 5% da oferta circulante de Ethereum — mas Chalom afirmou que isso será feito com os interesses dos acionistas em primeiro lugar.
“Vamos chegar lá, mas minha estrela-guia é estar alinhado com os investidores e focado na concentração de ETH por ação — não na acumulação pela simples acumulação”, concluiu Chalom.
* Traduzido e editado com autorização do Decrypt.
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