O ouro bateu um novo preço recorde, superando o nível de US$ 5 mil por onça nesta segunda-feira (26) e estendendo a série de máximas que vem quebrando desde o ano passado. O movimento ocorre à medida que investidores seguem em busca de proteção diante das recentes tensões geopolíticas.
Nesta manhã, o preço do ouro à vista chegou a subir 2,4%, a uma máxima de US$ 5.102 por onça, antes de perder um pouco de força e fechar a US$ 5.086. O contrato futuro do ouro para fevereiro, por sua vez, subia 2,1% às 9h (horário de Brasília), cotado a US$ 5.087.
Na semana passada, a prata também quebrou um importante marco psicológico ao superar US$ 100 pela primeira vez. Nesta segunda, o metal salta mais 7,5%, atingindo US$ 109. Enquanto isso, as criptomoedas seguem com dificuldades, com o Bitcoin recuando 0,6% nesta manhã, para US$ 87.796.
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Os metais têm se beneficiado do aumento da busca por segurança, diante das recentes tensões envolvendo a questão da Groenlândia, Venezuela e Oriente Médio. Além disso, a perspectiva de uma política monetária mais flexível pelo Federal Reserve — que decide os juros nos EUA na próxima quarta — torna ativos que não rendem juros, como ouro e prata, relativamente mais atrativos.
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“A recente alta nos preços do ouro e da prata ocorreu em função de questões geoeconômicas relacionadas à Groenlândia”, escreveu o HSBC em uma nota na semana passada, segundo a CNBC. Já o UBP prevê que o ouro deve ter mais um “ano forte, refletindo a demanda contínua de bancos centrais e investidores individuais, com um preço-alvo de US$ 5.200 por onça para o final do ano”.
O Goldman Sachs avalia que a base de demanda por ouro se expandiu para além dos canais tradicionais, com aumento das reservas de ETFs e uso de instrumentos para proteção contra riscos macroeconômicos e de política monetária, incluindo compras físicas por famílias de alta renda.
Segundo o banco, as compras por bancos centrais também permanecem robustas, com estimativa de que as compras de ouro por BCs estejam agora em média em torno de 60 toneladas por mês, bem acima da média de 17 toneladas de antes de 2022.
“Assumimos que as proteções contra riscos de política macroeconômica global permanecerão estáveis, visto que esses riscos percebidos (por exemplo, sustentabilidade fiscal) podem não se resolver completamente em 2026”, afirmou o Goldman.
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