Resumo da notícia
Nubank chega a 112 milhões de clientes no Brasil.
Operações com Bitcoin impulsionam expansão da base ativa.
Plataforma cripto já reúne mais de 6,6 milhões de usuários.
As operações com Bitcoin e criptomoedas ajudaram o Nubank a se tornar a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, conforme os dados divulgados pelo Banco Central, referentes ao fechamento de 2025.
A instituição atingiu a marca de mais de 112 milhões de clientes, cerca de 61% da população adulta. Desde 2022, ano em que ingressou no top 5 do ranking, o Nu foi a instituição que mais cresceu proporcionalmente, escalando uma posição por ano.
Além da expansão no número de clientes, a excelência no atendimento se manteve com uma das menores taxas de reclamações no ranking do Banco Central.
“O crescimento em sua base veio acompanhado por um engajamento recorde, fruto da estratégia de aprofundamento das relações com os clientes e ampliação do uso dos produtos e serviços do banco” disse Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil.
De acordo com ela, 85% da base de clientes no Brasil manteve-se ativa mensalmente, e a receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu seu patamar histórico mais alto no terceiro trimestre de 2025.
“Mais do que crescer em números, nosso foco é a presença significativa na vida financeira das pessoas”, afirma Livia. “Nossa base de mais de 112 milhões de clientes é fruto de um trabalho contínuo para oferecer produtos que façam sentido no cotidiano, com um atendimento humano e tecnologia que remove a complexidade do dia a dia.”
Nubank e criptomoedas
O banco destaca que em menos de uma década o Nu permitiu que seus clientes economizassem mais de R$ 111 bilhões em tarifas. Em 2025, apenas por meio de parcerias com ofertas de descontos, R$ 158,8 milhões foram preservados. Além disso, mais de 6 milhões de clientes tiveram suas dívidas renegociadas.
O Nubank iniciou sua jornada no mercado de criptomoedas em 2022, quando anunciou a disponibilização de compra e venda de Bitcoin e Ethereum diretamente pelo aplicativo. O lançamento marcou uma mudança importante no setor bancário tradicional brasileiro, já que a fintech se tornou um dos primeiros bancos digitais do país a integrar negociação de criptoativos de forma nativa para milhões de usuários.
Logo após, o banco adquiriu Bitcoin indiretamente quando a holding controladora da instituição, a Nu Holdings, investiu parte de seu caixa no ETF QBTC11, que replica o Bitcoin.
Após a entrada inicial com BTC e ETH, o Nubank expandiu rapidamente suas ofertas. A plataforma, chamada Nubank Cripto, atraiu milhões de usuários, chegando a 6,6 milhões de investidores apenas dois anos após o lançamento.
Ao longo de sua trajetória no mercado cripto a fintech também passou a listar novos ativos. Além dos líderes Bitcoin e Ethereum, o portfólio agora inclui Solana (SOL), Uniswap (UNI), Polygon (POL) e a USD Coin (USDC). Outra expansão foi a oferta de envio e recebimento on-chain, permitindo que usuários movimentassem criptoativos para carteiras externas, algo que a comunidade cripto cobrava desde o início.
Em paralelo às listagens, o Nubank iniciou um projeto próprio no setor: o Nucoin, token lançado na blockchain Polygon como programa de fidelidade, permitindo recompensas e engajamento com clientes. O token, porém, passou por ajustes ao longo do tempo e deixou de ser promovido como ativo negociável, focando mais em mecânicas internas do ecossistema do banco.