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segunda-feira, janeiro 26, 2026

Otan rejeita apelos por um exército europeu motivados por temores sobre Trump

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O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, rejeitou nesta segunda-feira (26) os apelos para a criação de um exército europeu separado, motivados por dúvidas quanto ao compromisso de Donald Trump com a segurança do continente. As incertezas quanto ao presidente dos EUA se intensificaram com as recentes tensões envolvendo a Groenlândia.

Rutte disse aos defensores de uma força europeia separada da aliança liderada pelos Estados Unidos que “continuem sonhando” e afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, “adoraria” a ideia, pois ela dispersaria os exércitos europeus e os tornaria mais fracos.

Falando ao Parlamento Europeu, em Bruxelas, Rutte afirmou que os países europeus devem continuar a assumir mais responsabilidade por sua própria segurança, como Trump tem exigido — mas dentro da aliança transatlântica.

O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel Albares, e o comissário europeu de Defesa, Andrius Kubilius, levantaram nas últimas semanas a possibilidade de uma força europeia. Sem se referir explicitamente a nenhuma das propostas, Rutte descartou a ideia de forma categórica, insistindo que Trump e os Estados Unidos continuam fortemente comprometidos com a Otan, apesar da incerteza gerada pelas exigências de Trump para que a Dinamarca, país-membro da aliança militar, ceda o controle da ilha ártica.

“Acho que haverá muita duplicação e desejo boa sorte se quiserem fazer isso, porque será preciso encontrar homens e mulheres fardados, eles já estão envolvidos com o que está acontecendo”, disse Rutte. “Isso tornaria tudo mais complicado. Acho que Putin adoraria. Então pensem novamente.”

Rutte afirmou aos parlamentares que, se a Europa realmente quisesse agir de forma independente, isso custaria muito mais do que os 5% do Produto Interno Bruto (PIB) que os países da Otan concordaram em gastar com defesa e investimentos relacionados à segurança.

“Seria preciso construir uma capacidade nuclear própria. Isso custa bilhões e bilhões de euros. Nesse cenário, vocês perderiam o fiador final da nossa liberdade, que é o guarda-chuva nuclear dos Estados Unidos. Então, boa sorte”, disse.

[Fonte Original]

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