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terça-feira, janeiro 27, 2026

Recado do estrangeiro é que eventual governo Lula 4 não vai ser muito pior do que está aí, diz Stuhlberger, do Verde

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Em meio ao forte fluxo de capital estrangeiro para as ações brasileiras, Luis Stuhlberger, gestor do fundo multimercado Verde, diz que os investidores globais ignoram a questão eleitoral no Brasil.

“Aparentemente, o recado que o estrangeiro está nos dando é que ele calcula que um eventual governo Lula 4 não vai ser muito pior do que está aí”, avaliou Stuhlberger, em evento do UBS BB nesta terça-feira (27).

Só neste ano, os ingressos do capital externo na B3 superam as saídas em R$ 17,7 bilhões. É um fluxo que tem vindo a despeito de um modelo econômico pautado pela expansão fiscal, mas com atividade crescendo, desemprego baixo e de juros a 15% ao ano.

“Tem uma opcionalidade para ‘upside’ [alta] com as eleições. Mas o estrangeiro ignora a questão eleitoral”, enfatizou Stuhlberger.

O gestor da Verde atualizou a conta dos investidores globais nos Estados Unidos e diz que hoje são US$ 36 trilhões detidos pelo capital externo em dívida e ações. “Se 3% disso vai para o mundo é um estado mundial vindo para um negócio [mercado] pequeno como o Brasil.”

Por ora, não se trata de saída, mas da redução da entrada de fluxos para os ativos americanos. “Ele [investidor] está buscando ativos ao redor do mundo. É um caminhão desgovernado que não sabe onde vai parar, não sabe até onde vai o ouro, a prata, é um movimento muito superior à nossa discussão de eleição. Mas a “asset class” bolsa Brasil está num patamar muito diferente de prêmio do que o câmbio e os juros.”

Stuhlberger descreveu ainda que a bolsa brasileira teve dois momentos de valorização. Primeiro, no ano passado, com a redução do prêmio em relação ao das as NTN-Bs, aquilo que o mercado chama de “equity risk premium” (ERP, o prêmio acima dos ativos considerados livres de risco exigido pelos investidores para investir am ações). A rodada inicial foi observada nas companhias de utilidades públicas, após o setor fechar 2024 em nível extremamente estressado, com um ERP de 5%, e que atualmente está em 2%.

O segundo movimento que ocorre agora é a expansão de múltiplos de ações ligadas à cadeia de commodities e ao setor financeiro, pautado pelo fluxo do capital externo. Os papéis da Vale e da Petrobras tiveram papel importante neste ajuste. O preço/lucro (P/L) do Ibovespa saiu de 7 vezes para 10, 11, mas quando se olha para os indicadores americanos, o do Nasdaq está na casa de 30 vezes, o do S&P500 em 23 e o índice que exclui as empresas de tecnologia em 18 vezes.

Luis Stuhlberger, CEO e CIO da Verde Asset — Foto: Rogerio Vieira/Valor

[Fonte Original]

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