Como o propósito do supercomputador é ser usado para diversas finalidades, da pesquisa acadêmica ao desenvolvimento de uma startup, Valadares não descarta que seja necessário algum arranjo regulatório para desburocratizar o acesso ao equipamento de ponta.
O local escolhido para abrigar a máquina precisará ter fornecimento robusto de energia e água, por causa do resfriamento do equipamento. Sem revelar quais são, o diretor afirma que há várias cidades aptas a receber o projeto e que, todas as semanas, governadores vão a Brasília oferecer seus estados para receber o supercomputador.
Outra meta do PBIA é criar modelos de linguagem em português. Segundo Valadares, o governo federal ainda quer impulsionar o desenvolvimento de um sistema tipo “ChatGPT brasileiro”, mas aposta agora em soluções adaptadas ao contexto nacional. Ele cita como exemplo de inovação local o Soberania, IA do Piauí que combina os poderes dos chineses Qwen e DeepSeek.
Ainda queremos desenvolver o “ChatGPT brasileiro”? Sim. Mas numa pegada de não é só sentar e começar a programar. A gente precisa aproveitar essa oportunidade pra criar capacidades e formar pessoas.
A gente já tem vários chatbots nacionais, que não necessariamente são modelos fundacionais. O que eu mais gosto, por óbvio, é o Soberania, do estado do Piauí, que foi desenvolvido. (…) Então já pode dizer: ‘nós temos, sim, o modelo de linguagem brasileiro treinado’.
Hugo Valadares