O banco digital Nubank anunciou nesta quinta-feira (29) que obteve a aprovação condicional de sua licença bancária nos Estados Unidos junto ao Escritório do Controlador da Moeda (Office of the Comptroller of the Currency – OCC, na sigla em inglês). Fundada em 2013, a fintech possui cerca de 127 milhões de clientes nos países em que atua, e o pedido de obtenção da licença havia sido feito em setembro de 2025.
Segundo a companhia, o novo banco nacional será chamado de Nubank, N.A. A operação americana será liderada por Cristina Junqueira, cofundadora da companhia, e pelo ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, que atuará como presidente do conselho de administração.
Em nota, a empresa brasileira afirma que a aprovação representa um marco em sua estratégia de longo prazo para expandir a presença operacional e de produtos nos Estados Unidos, incluindo o lançamento de contas de depósito, cartões de crédito, empréstimos e serviços de custódia de ativos digitais.
“Esta aprovação não é apenas uma expansão da nossa operação; é uma oportunidade de provar nossa tese de que um modelo digital-first, centrado no cliente, é o futuro dos serviços financeiros globais. Embora continuemos totalmente focados em nossos mercados principais no Brasil, México e Colômbia, este passo nos permite construir a próxima geração bancária nos Estados Unidos”, afirma David Vélez, fundador e CEO da Nu Holdings, em nota.
O processo regulatório nos Estados Unidos faz parte do plano anunciado pela empresa de estabelecer hubs estratégicos em Miami, na região da Baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Research Triangle, na Carolina do Norte.
Agora, a companhia entra na fase de organização do novo banco. Além das demais aprovações necessárias da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (Federal Deposit Insurance Corporation – FDIC, na sigla em inglês) e do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, o Nubank pretende capitalizar a nova instituição em até 12 meses e iniciar as operações do banco em até 18 meses.
O Nubank também aguarda a obtenção da licença bancária plena no Brasil em 2026. No país, a fintech opera como instituição financeira regulamentada, mas precisa da nova autorização para se adequar às normas de nomenclatura exigidas pelo Banco Central desde o fim do ano passado.