O dólar à vista registrou nova desvalorização frente ao real nesta quinta-feira, em um movimento que recebeu apoio de preços de commodities. O dólar até chegou a avançar na parte da tarde, mas o movimento não se sustentou.
Operadores disseram que a piora global nos ativos de risco pela tarde se deu por conta da contaminação dos mercados pelo mau humor dos investidores globais com números da Microsoft.
Um gestor de moedas apontou, porém, que uma acomodação no movimento pode ter ocorrido ao longo do pregão, com os preços de commodities voltando a se recuperar. Não à toa, moedas mais sensíveis a esses bens também voltaram a avançar frente ao dólar.
Encerradas as negociações de hoje, o dólar à vista exibiu desvalorização de 0,22%, cotado a R$ 5,1940, mais um dia no menor patamar desde 28 de maio de 2024. Já o euro comercial recuou 0,15%, a R$ 6,2075.
Perto do fechamento, o real era a quinta moeda com melhor desempenho entre as 33 mais líquidas, depois do dólar canadense dos pesos chileno, colombiano e do rublo russo (todas as divisas são mais sensíveis a preços de commodities). Também lá fora, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,18%, aos 96,271 pontos.