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domingo, fevereiro 1, 2026

Umbanda: O ‘papa negro’ que transformou o culto a Iemanjá e ‘inventou’ o Réveillon de Copacabana – BBC News Brasil

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Crédito, Wikicommons/Creative Commons

Legenda da foto, Tata Tancredo, chamado de ‘o papa negro da umbanda’

    • Author, Edison Veiga
    • Reporting from, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 11 min

Iemanjá é uma das divindades mais reverenciadas nas religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda. Conhecida como rainha do mar e deusa da fertilidade, da maternidade e da proteção, ela é originária da mitologia iorubá.

A data de sua celebração, 2 de fevereiro, é um exemplo concreto do resultado do sincretismo religioso tão comum na sociedade brasileira. No mesmo dia, católicos veneram Nossa Senhora dos Navegantes — a protetora dos perigos das águas, na piedade popular.

No entanto, se Iemanjá se apropriou de uma data católica, o deslocamento de uma homenagem à divindade afro acabou resultando na criação de uma das maiores festas populares do Brasil: o Réveillon de Copacabana.

Tancredo, que será homenageado no Carnaval pela Estácio de Sá, voltou à evidência no último Réveillon carioca, quando o evento teve um palco gospel com programação voltada para evangélicos.

Lideranças de religiões afro criticaram o ato citando justamente a trajetória de Tancredo e cobrando o que diziam ser uma coerência histórica com o que se pretendia, originalmente, com a multidão trajando branco à beira-mar.

[Fonte Original]

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