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segunda-feira, fevereiro 2, 2026

Manhã no mercado: Commodities em queda ditam o tom global, enquanto mercado monitora o BC no Brasil

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O movimento de aversão ao risco nos metais e o fortalecimento do dólar no exterior, desencadeado pela nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve (Fed), seguem ditando o ritmo dos mercados nesta segunda-feira. A reação reflete a expectativa de uma condução mais dura da política monetária, com ênfase no combate à inflação e uma postura crítica em relação ao tamanho do balanço do banco central americano.

O ambiente externo também pesa sobre os futuros dos principais índices de Nova York, que operam com viés bastante negativo em meio a novas preocupações envolvendo o setor de inteligência artificial. O plano da Oracle de captar entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões neste ano para financiar sua grande aposta em computação em nuvem coloca à prova o apetite dos investidores por financiamentos ligados à IA, pressionando as ações de tecnologia.

Por volta das 8h, o futuro do Nasdaq caía 1,02%, do S&P 500 recuava 0,68% e do Dow Jones cedia 0,28%. No mesmo horário, o DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,10% aos 97,08 pontos. Já o ouro à vista, que iniciu o dia recuando, passou a subir 0,56%% para US$ 4.740,9 por onça, após já ter recuado mais de 9% na sexta-feira, no maior tombo diário desde 1983.

A diminuição das tensões geopolíticas também influencia os mercados, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã está “conversando seriamente” com Washington, sinalizando uma possível desescalada do conflito entre os dois países. Os preços do petróleo recuam mais de 5% nesta manhã, caminhando para a maior queda em uma única sessão em mais de seis meses.

Somado ao desempenho negativo das commodities, o ambiente acionário externo adverso tende a impor um pregão especialmente difícil ao Ibovespa, que encerrou a sexta-feira em mais um dia de realização de lucros.

No cenário doméstico, a retomada dos trabalhos no Congresso e as movimentações em torno do Banco Central devem concentrar as atenções dos agentes. Segundo apurou o Valor, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a indicação do secretário de política econômica da pasta, Guilherme Mello, para uma diretoria do Banco Central.

O nome, no entanto, encontra resistência no mercado, em razão de manifestações públicas contrárias ao aperto financeiro, o que poderia levantar dúvidas sobre uma postura mais tolerante com a inflação. A discussão ocorre justamente em um momento em que o Comitê de Política Monetária (Copom) sinaliza o início do ciclo de cortes da Selic em março. Nesse contexto, a ata da última reunião do colegiado, a ser divulgada nesta terça-feira, pode oferecer mais pistas sobre a magnitude esperada da redução dos juros.

[Fonte Original]

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