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quinta-feira, fevereiro 5, 2026

Alerta aos pais: drogas em formato deJUJUBA chegam a Salvador, Simões Filho e Camaçari

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Balas coloridas, cheiro adocicado e aparência comum. À primeira vista, nada chama atenção. Ainda assim, autoridades de segurança e saúde acenderam o alerta após a circulação de drogas em formato de jujuba em Salvador e na Região Metropolitana de Salvador. O produto, conhecido nas ruas como “jujuba de nóia”, já apareceu em apreensões recentes em Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho e Camaçari.

A preocupação aumenta porque o formato facilita o acesso, inclusive por crianças e adolescentes. O risco não está apenas no uso intencional, mas também na ingestão acidental ou quando a bala é oferecida sem informar que se trata de uma droga. É nesse ponto que o perigo se agrava.

4 perigos e riscos – Alerta

A aparência dessas drogas é um dos principais motivos de alerta. As balas imitam jujubas comuns vendidas em supermercados e vêm embaladas em saquinhos com boa apresentação.

1. Aparência que engana: As drogas chamam atenção pela aparência. Elas imitam jujubas comuns vendidas em supermercados e vêm embaladas em saquinhos com boa apresentação. Isso dificulta a identificação e reduz a desconfiança.

2. Consumo sem saber: Por causa desse visual, muitas pessoas podem consumir a droga sem ter conhecimento do que estão ingerindo. Isso ocorre tanto por engano quanto ao receber a bala de outra pessoa, sem qualquer informação de que se trata de um entorpecente.

3. Risco para crianças: Dentro de casa, o perigo se torna ainda maior. Usuários podem deixar essas balas ao alcance de crianças, que não conseguem diferenciar a droga de um doce comum. O design atrativo das embalagens e das balas confunde os pequenos, o que pode levar à ingestão acidental e a consequências graves para a saúde.

4. Consumo excessivo e risco de morte: O aspecto inofensivo também favorece o uso em excesso. Quem é usuário pode ingerir mais do que o corpo suporta, já que a potência da substância não condiz com a aparência de doce. Além disso, essas drogas vêm de laboratórios clandestinos, sem controle de qualidade. A composição varia a cada lote e pode incluir químicos perigosos ou anestésicos, como a quetamina, aumentando o risco de convulsões, parada cardíaca e morte.

O que são essas drogas?

As chamadas “jujuba de nóia” podem conter diferentes substâncias psicoativas, muitas delas de alto risco como:

  • LSD (dietilamida do ácido lisérgico)
    É um dos alucinógenos mais potentes conhecidos. Costuma aparecer em papel mata-borrão, mas também surge diluído em balas de goma jujuba. Provoca alucinações visuais, distorção do tempo e das sensações. Em alguns casos, desencadeia crises de pânico e quadros psicóticos.
  • MDMA (ecstasy, bala)
    Droga sintética com efeito estimulante e alucinógeno. Traficantes moldam o produto em formatos e cores variadas de jujubas, como corações e frutas, para diferenciar fornecedores. O uso pode causar euforia e sensação de empatia, mas também leva à desidratação, confusão mental e aumento perigoso da temperatura corporal.
  • Canabinoides sintéticos (K9, “jujuba de maconha sintética”)
    Essas substâncias imitam a maconha, porém com potência muito maior. Os efeitos incluem convulsões, vômitos, colapso físico e estados de confusão extrema, descritos por médicos como condição de “zumbi” ou até coma e morte.

Apreensão de “jujuba de nóia” nesta quinta (05) em Salvador

Créditos: (Divulgação/ Ascom PCBA)

A Polícia Civil apreendeu, nesta quinta-feira (5), uma grande quantidade de drogas sintéticas em Salvador, durante a Operação Contenção. Entre o material encontrado, chamou atenção a apreensão de 450 unidades de LSD em formato de jujuba, prontas para comercialização durante o Carnaval. Um homem foi preso.

Como identificar e o que fazer

Visualmente, não há diferença entre a jujuba comum e a versão entorpecente. Diante de qualquer suspeita, a orientação é clara. Não consumir o produto e acionar as autoridades.

Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Civil mantêm operações constantes contra o tráfico, com foco também nos entorpecentes sintéticos. Já a Anvisa atua na proibição de novas substâncias psicoativas identificadas em apreensões recentes, incluindo componentes usados na chamada jujuba de nóia.

[Fonte Original]

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