O papel higiênico, item básico nos lares brasileiros, começa a enfrentar um concorrente inesperado. Um produto popular no Japão, o Washlet, já aparece no mercado nacional e levanta uma discussão que antes parecia distante: será que o papel pode perder espaço no banheiro?
O Washlet, um bidê eletrônico acoplado ao vaso sanitário, ganhou fama por unir higiene, conforto e menor impacto ambiental. No Japão, ele deixou de ser novidade há anos e virou padrão em milhões de casas. Agora, começa a chamar atenção no Brasil, impulsionado pelo avanço das vendas online.
O interesse cresce por um motivo simples. O sistema usa jatos de água ajustáveis para a limpeza íntima, reduz ou até elimina o uso do papel e promete mais eficiência. Sites como Mercado Livre e AliExpress já oferecem modelos variados, o que indica que a tecnologia deixou de ser algo distante do consumidor brasileiro.
Benefícios que vão além da economia
A troca do papel higiênico pelo Washlet não envolve só o bolso. Há outros pontos que pesam nessa decisão:
- Higiene, a água remove resíduos de forma mais eficaz
- Sustentabilidade, menos árvores derrubadas e menor gasto de água na produção industrial
- Conforto, alguns modelos têm assento aquecido, secagem automática e funções extras
- Inclusão, facilita a rotina de idosos e pessoas com mobilidade reduzida
Esses fatores ajudam a explicar por que o produto se espalhou tão rápido em países asiáticos.
O que é o Washlet, afinal?
O Washlet funciona como um bidê eletrônico. Um jato de água direcionado faz a limpeza após o uso do vaso. Nos modelos mais avançados, o usuário controla pressão, temperatura e aciona a secagem com ar quente.
Na prática, isso reduz irritações na pele e melhora a sensação de limpeza. Por esse motivo, médicos e especialistas em saúde já apontam o sistema como uma opção mais adequada que o papel higiênico tradicional.

Quanto custa no Brasil?
No Japão, os preços começam em torno de 30 euros, cerca de R$ 170. No Brasil, há opções para diferentes bolsos. Duchas higiênicas simples custam a partir de R$ 80. Assentos adaptáveis ficam perto de R$ 300. Vasos inteligentes completos podem ultrapassar R$ 7 mil.
Famílias que gastam entre R$ 30 e R$ 50 por mês com papel higiênico tendem a recuperar o investimento ao longo dos anos.

O papel higiênico vai sumir?
Não por enquanto. O papel ainda deve conviver com o novo hábito. Em países como Japão e Coreia do Sul, mais de 80% das casas já adotaram o bidê eletrônico. No Brasil, a mudança deve ser gradual, começando nos grandes centros.
O cenário, porém, já mudou. O papel higiênico deixou de ser intocável.