A eleição de Sanae Takaichi como nova primeira-ministra do Japão começa a redesenhar o mapa político e econômico do país, e pode abrir uma janela especialmente favorável para o setor de criptomoedas. A vitória expressiva da líder do Partido Liberal Democrata nas eleições gerais do fim de semana deu ao governo uma maioria ampla no Parlamento, reduzindo incertezas políticas e acelerando a implementação de reformas que vinham sendo discutidas há anos.
O mercado reagiu rapidamente ao chamado “Takaichi trade”. Na abertura das bolsas na Ásia, o índice Nikkei 225 avançou mais de 3% e renovou máximas históricas, enquanto o Bitcoin subiu perto de 5% frente ao iene, refletindo expectativas de mudanças estruturais na política econômica japonesa.
Analistas apontam que a combinação de estímulos fiscais, corte de impostos e reformas regulatórias cria um ambiente mais propício para ativos de risco, incluindo criptomoedas.
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Um dos pontos centrais da agenda de Takaichi é a reforma da tributação sobre criptoativos. Hoje, ganhos com criptomoedas no Japão podem ser taxados em até 55%, um dos níveis mais altos entre grandes economias. A nova primeira-ministra já sinalizou a intenção de reduzir essa alíquota para um modelo fixo de 20%, além de permitir a compensação de prejuízos, medida comum em mercados financeiros tradicionais, mas inexistente no regime atual para cripto.
Caso avance, a mudança colocaria o Japão em pé de igualdade com centros financeiros como Hong Kong e Singapura, que disputam capital e empresas do setor cripto na Ásia. Outro ponto relevante é a proposta de reclassificar criptomoedas mais consolidadas como produtos financeiros, o que pode abrir caminho para o lançamento de ETFs de criptoativos no país.
Estabilidade política e ambiente regulatório
A vitória de Takaichi foi considerada um mandato político claro. O LDP conquistou mais de 300 das 465 cadeiras da Câmara Baixa, garantindo governabilidade e reduzindo o risco de bloqueios legislativos. Para o setor cripto, isso significa maior previsibilidade regulatória, um fator crítico para exchanges, emissores de stablecoins e projetos de tokenização que operam ou pretendem operar no Japão.
Além disso, o governo japonês vem discutindo marcos para stablecoins lastreadas em iene e para a tokenização de ativos financeiros, temas que podem ganhar tração com o novo equilíbrio político. Em um cenário global no qual Estados Unidos e Europa ainda enfrentam impasses regulatórios, o Japão pode se posicionar como um dos mercados mais claros e receptivos para inovação em blockchain.
Efeitos colaterais
Nem todos os efeitos, porém, são vistos como imediatamente positivos. Parte dos analistas alerta que o pacote de estímulos e o aumento da liquidez podem pressionar o iene, exigindo intervenções futuras no mercado cambial. Há também quem veja risco de realocação de capital global para títulos japoneses, o que poderia gerar volatilidade em mercados internacionais, inclusive no de criptomoedas.
Ainda assim, para o setor cripto, o saldo inicial é amplamente favorável. A combinação de corte de impostos, estabilidade política e sinalização pró-inovação coloca o Japão novamente no radar como um polo relevante para ativos digitais. Mesmo que os preços não reajam de forma imediata, a eleição de Sanae Takaichi reforça a tese de que o país pode se tornar, já a partir de 2026, uma das grandes apostas globais para a próxima fase de adoção de criptomoedas.
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