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terça-feira, fevereiro 10, 2026

O ‘arqueólogo’ de fotos antigas que resgata tesouros do cotidiano anônimo do Brasil – BBC News Brasil

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Crédito, Acervo Rafael Cosme

Legenda da foto, Carnaval de rua do Rio em 1954, parte do acervo do artista

    • Author, Edison Veiga
    • Role, De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil
  • Tempo de leitura: 8 min

Há oito anos o carioca Rafael Cosme percorre feiras de antiguidades e antiquários garimpando negativos, slides, cromos e fotografias de brasileiros anônimos.

Banhistas posando na praia do Flamengo. Jovens celebrando o Réveillon de 1977. Uma chuva de papel picado, do alto de um prédio, em celebração ao primeiro título mundial de futebol do Brasil, campeão na Copa de 1958.

São registros feitos por amadores em um tempo em que nem todo mundo tinha câmera e cliques eram raros se comparados à vida digital contemporânea. Cenas que teriam se perdido, não fosse o trabalho de resgate feito pelo artista visual, que tem 41 anos.

Um passeio pelo seu acervo, que já soma cerca de 300 mil imagens, é como um percurso voyeur pelo cotidiano do Brasil — em especial do Rio, mas também de outras localidades — do final do século 19 até o advento da fotografia digital.

Quando pensa sobre os grandes fotógrafos que registram o Rio antigo, como Marc Ferrez (1843-1922) e Augusto Malta (1864-1957), e os compara com esses retratos feitos por amadores, Cosme filosofa: as imagens de profissionais costumam ser “de cima”, cenas amplas, panorâmicas. Já a gente comum tinha o ponto de vista íntimo, de quem fazia parte da paisagem.

[Fonte Original]

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