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quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Ibovespa tem dia volátil, mas encerra em leve queda após piora em NY

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Sem um grande direcionador na sessão, o Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos durante a maior parte desta terça-feira. O índice só se firmou em queda perto do fim do pregão, com a piora registrada em Nova York após a apresentação de dados mais fracos de atividade nos Estados Unidos. No fim, a principal referência acionária local recuou 0,17%, aos 185.929 pontos, pontuação que ficou distante da mínima de 185.083 pontos.

Na parte da manhã, a manutenção do fluxo estrangeiro deu impulso para ações de bancos e fez o índice subir até os 186.959 pontos, mas o recuo mais intenso do setor bancário nos Estados Unidos acabou afetando momentaneamente as ações de instituições financeiras por aqui de forma negativa.

Segundo participantes do mercado, o fato de o Agibank ter reduzido o ganho e o valor da oferta de abertura de capital nos Estados Unidos também ajudou a elevar o tom mais pessimista no mercado acionário durante parte do pregão.

Após oscilar bastante, as ações de bancos fecharam majoritariamente em alta: Santander Units (+1,53%); Itaú Unibanco PN (+0,23%); Bradesco PN (+0,05%). As units do BTG Pactual foram a exceção, amargando perda de 2,09%, juntamente com as ON do Banco do Brasil, que encerraram estáveis (-0,08%).

Já blue chips de commodities encerraram em direções opostas: as ON da Vale cederam 0,30%, enquanto as ON da Petrobras subiram 0,50% e as PN da petroleira fecharam estáveis (+0,08%), o que pode indicar que houve fluxo comprador estrangeiro para o papel.

A liderança entre as maiores quedas ficou para as ações da Eneva, que cederam 9,66%. Diante do novo cenário regulatório, imposto pela frustração com os preços-teto do próximo leilão de capacidade de reserva da Agência Nacional e Energia Elétrica (Aneel), a equipe do Citi avalia que haverá uma revisão drástica nas estimativas da companhia, o que pesou sobre os papéis.

Na sequência apareceram as ações preferenciais da Raízen, que recuaram 8,33%. A taxa de aluguel das ações da Raízen chegou a 38,1% na segunda-feira, o que representa uma alta de 11,4 pontos percentuais desde 23 de janeiro, segundo dados da XP. O maior pessimismo do mercado com os papéis ocorre em meio à tentativa da companhia de reestruturar a dívida, após rumores sobre uma possível recuperação judicial nas últimas semanas.

Embora a sessão tenha sido marcada pela falta de grandes direcionadores, a expectativa de retomada de alta do Ibovespa persiste, aponta o estrategista gráfico do Itaú BBA, Fábio Perina. Em relatório, o profissional destacou que a renovação das máximas de 2026 é um “sinal de força e alinhamento” para uma nova onda de alta do mercado, cujo objetivo é atingir os 200 mil pontos.

Já no cenário macroeconômico, o IPCA de janeiro avançou 0,33%, praticamente em linha com as projeções de 0,32%. No entanto, os números relativos ao núcleo do índice e aos serviços subjacentes vieram piores. “Apesar do número, nossa projeção para a inflação de 2026 segue em 4% com viés de baixa, especialmente em função do câmbio em patamar mais apreciado”, escreve a economista do BBA, Luciana Rabelo, em relatório enviado a clientes.

O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 21,7 bilhões e de R$ 28,1 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Nasdaq e o S&P 500 recuaram 0,59% e 0,33%, nessa ordem; já o Dow Jones subiu 0,10%.

[Fonte Original]

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