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quarta-feira, fevereiro 11, 2026

Ibovespa encosta nos 190 mil pontos com fluxo externo; Vale sobe 3,5% na véspera do balanço

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Em meio ao movimento intenso de rotação global de portfólios e de busca por ativos reais, o Ibovespa foi favorecido nesta quarta-feira por possuir uma grande exposição a ações de commodities. Com o avanço expressivo de Vale e Petrobras, dois dos papéis mais líquidos da bolsa brasileira, o índice obteve suporte para marcar novo recorde de fechamento nominal, aos 189.699 pontos, com alta de 2,03%.

No ápice da sessão, o índice ainda foi capaz de romper o patamar inédito dos 190 mil pontos, ao tocar os 190.561 pontos. Pontuação que ficou distante dos 185.936 pontos vistos na mínima intradiária.

Balanços acima das expectativas do mercado também garantiram um impulso extra ao índice nesta quarta-feira, com destaque para os números de Suzano e TIM, em as ações subiram 13,32% e 7,85%, respectivamente. Já a pesquisa Genial/Quaest não provocou um ajuste nos preços, porque não trouxe grandes surpresas positivas ou negativas, na avaliação do mercado.

No fim do dia, a avalanche estrangeira fez as ações preferenciais da Petrobras avançarem 1,95%, a R$ 38,08, enquanto as ON da petroleira subiram 3,01%, a R$ 41,06, levando ambos os papéis a encerrar na máxima histórica ajustada, que considera o pagamento de proventos, segundo o VALOR DATA.

Situação parecida foi registrada pela Vale, que encerrou com valorização de 3,49%, a R$ 90,09, no maior valor já registrado pelo papel na série ajustada. O movimento ocorreu na véspera da divulgação do balanço da mineradora.

Bancos também subiram em bloco, com as PN do Bradesco liderando as altas, no valor de 2,96%. Antes da apresentação do resultado do quarto trimestre do Banco do Brasil, as ações ordinárias da instituição financeira também subiram 0,44%.

Segundo o chefe da mesa de operações de ações da Warren, Ricardo Maluf, o mercado espera que o BB mostre uma certa recuperação na inadimplência do agronegócio, que tem sido o principal ponto detrator de performance das ações do banco.

Ainda que o fluxo de capital estrangeiro esteja bem expressivo no acumulado deste ano, o último dado de aportes de capital externo na B3 mostra que o movimento de rotação de recursos dos Estados Unidos para outros mercados não perdeu tração. Pelo contrário, segue robusto, afirma Maluf.

Na última segunda-feira, 9, o investidor estrangeiro aportou mais de R$ 1 bilhão em ações já listadas, sessão em que o Ibovespa também renovou recorde.

Maluf destaca que a continuidade do fluxo estrangeiro tem se sobreposto até mesmo aos fatores domésticos, especialmente ao ambiente eleitoral, ao menos por enquanto.

“Ontem, tivemos algumas falas de gestores importantes no sentido de que o cenário político e eleitoral não deve representar uma ruptura de preços, dado que os candidatos mais representativos na foto de hoje já são conhecidos”, diz Maluf. “Nesse sentido, as pesquisas, mesmo sendo catalisadoras de preço, ficariam em segundo plano por enquanto.”

Ontem, o sócio-fundador da JGP, André Jakurski, afirmou que “no Brasil, a regra número 1 é fazer o que o gringo está fazendo. Se está entrando dinheiro na bolsa, amigo, compra”, durante evento promovido pelo BTG Pactual.

O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi expressivo e chegou a R$ 28,4 bilhões, enquanto na B3 o montante alcançou R$ 37,4 bilhões. Já em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Nasdaq e o Dow Jones recuaram 0,16% e 0,13%, nessa ordem; já o S&P 500 fechou estável, no zero a zero.

[Fonte Original]

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