O setor de tecnologia foi objeto, mais uma vez, de um amplo movimento de aversão ao risco causado pelos temores com a inteligência artificial. O ímpeto de liquidação se espalhou para outros setores, como o financeiro, e levou os principais índices acionários americanos a encerrarem em forte queda nesta quinta-feira (12). O cenário macroeconômico e o corporativo ficaram em segundo plano, com uma reação tímida do mercado aos pedidos iniciais de seguro-desemprego e balanços.
O índice Dow Jones fechou com perda de 1,34%, aos 49.451,88 pontos, o S&P 500 caiu 1,57%, aos 6.832,76 pontos, e o Nasdaq cedeu 2,03%, aos 22.597,15 pontos.
O setor de tecnologia tombou 2,65%, com a maior parte da queda focalizada em empresas de software, enquanto o setor financeiro desvalorizou 1,99%.
Entre as ações, as maiores perdas no setor de tecnologia foram da Applovin (-19,68%), Cisco (-12,32%), Apple (-5%) e Palantir (-4,80%). Todas as integrantes das chamadas “Sete magníficas” encerraram no campo negativo.
No setor financeiro, J.P. Morgan (-2,63%), Goldman Sachs (-4,24%) e American Express (-3,14%) exibiram alguns dos piores desempenhos.
A aversão a risco foi causada, sobretudo, pelo receio no mercado de que novas ferramentas de inteligência artificial possam causar uma disrupção nos modelos de negócios de diversos setores da economia, ou pelo menos comprimir margens de lucro, além de causar demissões em massa. Esses temores entram em um terreno já marcado por outras turbulências, como o ceticismo sobre a capacidade de retorno sobre investimento dessas empresas e altos gastos em infraestrutura.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego vieram praticamente em linha com o consenso do mercado, em 227 mil, e, embora tenham mostrado estabilização, seguem em patamares elevados. O foco dos investidores se volta, agora, para o índice de preços ao consumidor (CPI) de janeiro, que será divulgado amanhã.