O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, 12, pressionado principalmente por realização de lucros nas ações de Petrobras e Itaú Unibanco, enquanto os papéis de Assaí, Ambev e Banco do Brasil mostraram desempenho robusto com a repercussão dos respectivos resultados do último trimestre do ano passado.
O índice de referência do mercado acionário brasileiro caiu 1,02%, a 187.766,42 pontos, tendo marcado 189.989,97 na máxima e 186.959,07 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$39,2 bilhões.
Na véspera, o Ibovespa registrou o 11º recorde nominal em 2026, chegando a superar os 190 mil pontos pela primeira vez no melhor momento do pregão. No ano, até a véspera, o índice acumula uma valorização de 13,6%, em movimento sustentado principalmente pelo forte fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.
Wall Street corroborou a correção negativa no pregão da B3, com o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, fechando em queda de 1,57%, com um “selloff” renovado em ações de software e tecnologia, enquanto dados do mercado de trabalho refrearam expectativas sobre queda de juros.
Dólar
Uma piora do desempenho dos ativos de risco no exterior no início da tarde foi determinante para o avanço do dólar ante o real nesta sessão, com a moeda fechando pouco abaixo dos R$ 5,20. Após se aproximar dos R$ 5,15 mais cedo, o dólar fechou a sessão com alta de 0,23%.
Os principais índices de ações em Wall Street migraram para o território negativo, com o S&P 500 em baixa superior a 1%, e a moeda norte-americana ganhou força ante as demais divisas.
Operador ouvido pela Reuters pontuou que o fortalecimento do dólar no Brasil durante a tarde ocorreu totalmente a reboque do exterior, acrescentando que na sexta-feira a demanda pela moeda tende a se intensificar em função do Carnaval.
Como o mercado de câmbio no Brasil vai reabrir apenas na quarta-feira, dia 18, é de se esperar que parte dos agentes busque dólares para se proteger até lá, enquanto no exterior a negociação cambial será normal.