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sexta-feira, fevereiro 13, 2026

Ibovespa cede 1% em dia de aversão a risco; Petrobras perde mais de 3% com queda intensa do petróleo

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Depois de iniciar o dia em leve queda, o Ibovespa ampliou as perdas ao longo do pregão, com a intensificação da aversão a risco nos mercados globais. No fim da sessão, o índice perdeu 1,02%, aos 187.766 pontos, após oscilar entre os 186.959 pontos e os 189.990 pontos durante o pregão.

A desvalorização expressiva de commodities também pesou sobre as ações da Petrobras e da Vale, o que afetou em cheio o Ibovespa. As PN da petroleira cederam 2,55%, enquanto as ON recuaram 3,09%. Já os papéis da mineradora exibiram baixa de 0,95%, minutos antes da divulgação do balanço.

Outro fator que ajudou a amplificar a queda do Ibovespa foi a performance majoritariamente negativa de blue chips de bancos. A exceção ficou para as ações ordinárias do Banco do Brasil, que subiram 4,50%.

Segundo analistas, o BB apresentou um lucro bem acima do esperado, impulsionado por uma alíquota efetiva de impostos melhor — embora a margem financeira também tenha subido. Ainda assim, profissionais afirmaram que os números não foram suficientes para dizer que a instituição financeira “virou a página” da crise na carteira do agronegócio.

O destaque negativo do pregão ficou para as PNA da Braskem, que recuaram 11,27%. Hoje, o Banco do Brasil informou que a inadimplência do quarto trimestre da instituição financeira foi de 5,17%, mas que o percentual foi inflado devido a um caso específico.

O banco não revelou o nome da empresa envolvida, mas apuração feita pelo Valor apontou que o caso diz respeito a Braskem/Novonor, com quem o BB tinha uma exposição de quase R$ 3,6 bilhões.

“A formação da inadimplência (new NPL) da carteira PJ alcançou R$ 7,5 bilhões e a sua cobertura encerrou dezembro de 2025 em 52,8%, impactados por um caso específico na carteira de TVM Pessoa Jurídica. Desconsiderando esse caso, os valores seriam R$ 3,9 bilhões e 101,5%, respectivamente”, apontou o BB no balanço.

Já a liderança das altas ficou para as ações do Assaí, que subiram 5,09%. Segundo o analista Andreas Ferreira, da Mantaro Capital, o movimento mais expressivo do papel foi impulsionado pela divulgação de que o potencial de monetização do atacarejo pode chegar a R$ 1,5 bilhão em termos de crédito de PIS e Cofins relacionados a bebidas frias.

“É um ‘upside’ [potencial de valorização] que ninguém esperava e que pode melhorar a geração de caixa nos próximos anos”, destaca Ferreira, acrescentando que o resultado operacional da empresa apresentado hoje foi “fraco” e que não ajudou o papel.

No pregão desta quinta-feira, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 29,6 bilhões e de R$ 39,0 bilhões na B3. Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda forte: o Nasdaq cedeu 2,03%; o S&P 500 recuou 1,57%; e o Dow Jones teve perda de 1,34%.

[Fonte Original]

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