A indústria automotiva sempre vendeu sonhos além de transporte — poder, liberdade, status e romance. Ultimamente, porém, também tem vendido inteligência: a sensação de que o carro está silenciosamente se tornando uma máquina mais inteligente e capaz.
Para os veículos da era 2026, as mudanças que chamam a atenção não são apenas telas maiores e mais porta-copos. São recursos que alteram a forma como o carro se comporta — como ele escuta, dirige, esterça e até se comunica com o mundo ao seu redor. Abaixo estão cinco que se destacam.
O assistente de bordo que realmente entende você
Por anos, o controle por voz nos carros foi um exercício de frustração — você fala claramente, o sistema entende errado mesmo assim, e você acaba cutucando a tela enquanto fantasia em usar um martelo.
Agora, uma nova geração de assistentes baseados em IA está se afastando de comandos rígidos e caminhando para conversas mais naturais — mais próximo de “Ei, estou com frio” do que “Ajuste a temperatura para 22 graus”.
Várias montadoras estão integrando assistentes no estilo de grandes modelos de linguagem ao sistema de infotainment. A promessa é simples: mais atenção à direção, menos navegação por menus, menos irritação. E, acima de tudo, buscar que “o carro entenda o que eu quero dizer”. Quem dera pudessem fazer o mesmo com nossos celulares.
Direção “quase totalmente sem mãos” cada vez mais precisa
Sistemas avançados de assistência ao motorista já existem há anos e ainda são controversos. Mas eles estão ganhando mais confiança em suas capacidades. Em um teste do Mercedes-Benz CLA 2026, a MotorTrend destacou um sistema fortemente baseado em sensores (câmeras, radar e ultrassônicos) que permite períodos prolongados de direção “quase totalmente sem mãos”.
Esse é o tipo de recurso que vende o futuro em uma única frase — e também levanta grandes questões sobre atenção, responsabilidade e o que “sem mãos” realmente significa no trânsito do dia a dia. Conclusão? Está chegando.
Steer-by-wire: o volante não está mais conectado mecanicamente
O Grupo Mercedes-Benz disse que pretende lançar o sistema steer-by-wire em 2026 — ou seja, girar o volante enviará comandos eletrônicos em vez de movimentar fisicamente uma cremalheira por meio de ligação mecânica. Na prática: a sensação de direção pode ser ajustada drasticamente por modo, a relação pode mudar conforme a velocidade e os designers ganham mais liberdade para repensar o hardware do volante.
É o tipo de tecnologia que soa como ficção científica — até você perceber que já existe em outras indústrias e agora está chegando ao seu trajeto diário.
Faróis que funcionam como projetores de alta resolução
O farol moderno está se tornando uma ferramenta de comunicação, não apenas de iluminação. No atualizado Mercedes-Benz Classe S — ainda o “quartel-general tecnológico sobre rodas” — os sistemas de faróis estão evoluindo para feixes ultraprécisos e de longo alcance com capacidade de projeção.
Pense em “a estrada à frente perfeitamente iluminada” somado a “o carro pode projetar padrões de luz” de formas instantaneamente visuais — e compartilháveis. Isso também deve acabar com as frequentes reclamações de motoristas ofuscados por faróis modernos, mesmo sem o uso do farol alto.
Cintos de segurança aquecidos
É um luxo puro de conforto — o tipo de detalhe que você comenta em um jantar só para ver as pessoas discutirem se é genial ou ridículo. De qualquer forma, é memorável — e esse é o jogo em 2026: se destacar em um cenário automotivo às vezes homogêneo, onde todo mundo já tem bancos aquecidos, volante aquecido e outras comodidades.
*Matéria originalmente publicada em Forbes.com