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terça-feira, fevereiro 17, 2026

Irã: Khamenei ameaça afundar porta-aviões dos EUA

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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, alertou os EUA a não confiar demais no poderio militar deslocado para o Golfo Pérsico, apontando que mesmo “o exército mais forte do mundo pode, às vezes, receber um golpe tão forte que não consiga se levantar”.

“Um porta-aviões é certamente uma máquina perigosa, mas mais perigosa que o porta-aviões é aquela arma que pode enviá-lo ao fundo do mar”, acrescentou Khamenei.

As declarações do aiatolá ocorrem simultaneamente à realização de negociações de alto nível entre os dois países, em Genebra, mediadas pelo sultanato de Omã. E coincidem com o aumento da presença militar americana no Oriente Médio e ameaças de Trump de derrubar o regime. O porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou no final de janeiro ao Mar Arábico. E o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, está a caminho, vindo das proximidades da Venezuela.

Programa de mísseis é inegociável, segundo Khamenei

Donald Trump insiste que Teerã abra mão de seus programas nuclear e de mísseis, além de interromper apoio a grupos armados na região. Mas o regime do aiatolá só aceita discutir a questão nuclear. O programa de mísseis, disse Khamenei, “não tem nada a ver com os EUA”. O aiatolá ainda elevou a tensão entre os países ao anunciar que mandará fechar parcialmente o Estreito de Ormuz. O estreito é a principal via de escoamento marítimo do petróleo do Oriente Médio.

“O presidente dos Estados Unidos disse que se passaram 47 anos e ainda não conseguiram destruir a República Islâmica. Esta é uma boa confissão. Eu digo: você também não será capaz de fazê-lo”, destacou.

“(Os EUA) dizem: ‘Vamos negociar sobre sua energia nuclear e que o resultado da negociação seja que vocês não tenham essa energia'”, afirmou Khamenei em um encontro em Teerã com representantes da província do Azerbaijão Oriental.

Sem chance de acordo em curto prazo

“Se realmente deve haver uma negociação, porque nem sempre há lugar para ela, determinar antecipadamente o resultado da negociação é um ato incorreto e estúpido”, comentou.

Enquanto Khamenei discursava, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, mantinha um encontro indireto com a equipe americana em Genebra. A equipe é formada pelo enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e Jared Kushner, genro de Trump. As duas partes concordaram em princípios gerais de negociação, mas o ministro iraniano disse que ainda há muito trabalho pela frente e um acordo não será alcançado rapidamente.

Trata-se do segundo encontro entre Teerã e Washington após a retomada, em 6 de fevereiro, das negociações nucleares em Mascate (Omã), no que foi o primeiro encontro desde a guerra de 12 dias entre Irã e Israel em junho do ano passado.

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[Fonte Original]

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