O Ibovespa caiu 0,24% a 186.016 pontos em um dia de agenda esvaziada no Brasil. Apesar do avanço das ações da Petrobras, acompanhando a alta do petróleo, e do maior apetite por risco em Wall Street, a queda da Vale acabou colocando pressão no índice, nesta quarta-feira (18) pós-Carnaval.
Os preços do petróleo avançaram mais de 4%. O movimento foi impulsionado com operadores precificando possíveis interrupções na oferta em meio a preocupações geopolíticas.
Já o dólar fechou no positivo com alta de 0,21% a R$ 5,24.
Pregão
No radar dos investidores estão, de um lado, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e, de outro, o impasse nas negociações entre Ucrânia e Rússia, que terminaram sem avanços em Genebra.
Os futuros do petróleo Brent, utilizado como referência para a política de preços da Petrobras, subiram mais de 4,17%, a US$ 70,23 (R$ 367,68) o barril durante a tarde. O contrato havia caído para mínimas de duas semanas na terça-feira, enquanto a B3 estava fechada.
O volume financeiro somou R$ 70,33 bilhões antes dos ajustes finais, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de alta e mira os 200 mil pontos.
“O próximo grande objetivo de médio prazo — que pode ser alcançado ainda este ano — está na região dos 250.000 pontos, correspondente ao topo do canal de alta de longo prazo”, afirmaram no relatório Diário do Grafista.
Do lado da baixa, eles avaliam que o Ibovespa pode continuar o movimento de realização de lucros. “Neste caso, o índice encontrará suportes em 183 mil, 180 mil e 177.500 pontos – patamar que mantém o índice em tendência de alta.”
A expectativa positiva para as ações brasileiras segue amparada pelo forte fluxo de capital estrangeiro, com o saldo em fevereiro ultrapassando R$ 8 bilhões até o dia 12, segundo os dados mais recentes disponíveis no site da B3.