O setor da construção foi responsável pela abertura de 24 mil empregos com carteira assinada no Estado de São Paulo em 2025, um crescimento de 3,1% sobre o ano anterior, de acordo com o Sinduscon-SP (Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo), com dados apurados pelo FGV-Ibre com base no Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ao todo, 808 mil pessoas estão empregadas formalmente no setor, no Estado. O volume representa 27% do total de vagas de emprego da construção civil no país.
A capital paulista concentra 357 mil postos de trabalho formais no setor, um crescimento de 4,8% sobre 2024. A entidade destaca que esse crescimento supera a alta de 2024, que foi de 1,1%.
A segunda cidade com maior estoque de empregos na construção é Campinas, com 99 mil trabalhadores registrados no setor, um crescimento de 2,7% sobre o ano anterior.
Sorocaba vem logo em seguida, com 95 mil empregos na construção, crescimento de 3,7% sobre 2024.
Nem todas as cidades apresentaram aumento no montante de empregos no setor. Em Ribeirão Preto, 50 mil pessoas estavam empregadas na construção civil ao final de 2025, uma queda de 1,5% em um ano.
No geral, o avanço no volume de empregos foi puxado pelas áreas de serviços especializados, que engloba demolição e preparação de terreno, instalações elétricas e hidráulicas, acabamento e fundações, e pelas obras de infraestrutura, aponta o Sinduscon-SP, enquanto a área de edificações sofreu mais com desligamentos no fim do ano.
A expectativa do Sinduscon-SP é de um crescimento de 2,7% no produto interno bruto (PIB) do setor no Estado em 2026. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) projeta uma alta de 2% para o segmento no país, após um desempenho estimado em 1,3% em 2025.