23.5 C
Brasília
sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Manhã no mercado: Inflação e atividade nos EUA guiam sessão, enquanto Pnad concentra atenções no Brasil

- Advertisement -spot_imgspot_img
- Advertisement -spot_imgspot_img

Os investidores devem acompanhar com lupa os dados de inflação e de atividade econômica dos Estados Unidos nesta sexta-feira, sobretudo após o Federal Reserve (Fed) sinalizar que não descarta elevar os juros caso a pressão inflacionária não ceda. A expectativa é de que o Produto Interno Bruto (PIB) americano tenha desacelerado no quarto trimestre, com alta de 2,5%, abaixo do avanço de 4,4% registrado no período anterior. Se as projeções se confirmarem, a leitura tende a reforçar a perspectiva de pouso suave; caso contrário, pode reacender o debate sobre juros mais altos por mais tempo.

Além das preocupações com a atividade, permanecem os temores com a escalada de tensões entre Washington e Irã e com o mercado de crédito privado americano. O presidente Donald Trump avalia um ataque militar inicial e limitado contra o país persa para forcá-lo a fechar um acordo nuclear, segundo o The Wall Street Journal. Trump afirmou a jornalistas que decidirá o futuro do Irã daqui a 10 a 15 dias.

No cenário corporativo, as empresas ligadas ao crédito privado ficaram no centro das perdas do pregão desta quinta-feira. O mercado reagiu negativamente à notícia de que a Blue Owl Capital irá restringir resgates de seus fundos, após a venda de US$ 1,4 bilhão em ativos, o que alimentou preocupações sobre possíveis perdas no mercado de private equity.

Em publicação no X, o sócio da We Capital, Dan Kawa, afirmou que o episódio levou parte dos investidores a questionar se este não poderia ser mais um sinal de problemas mais amplos no setor de crédito americano, com potencial de gerar efeitos em cascata sobre outros segmentos, a exemplo da crise de 2008, que começou com disfunções no mercado de crédito imobiliário.

“Por ora, ainda é cedo para conclusões mais profundas. Mas, sem dúvida, trata-se de um tema que merece acompanhamento atento”, escreve. “Neste momento, ainda não existem evidências claras de problemas sistêmicos e nem de alavancagem excessiva no setor, o que costumam ser vetores que exacerbam movimentos”, acrescenta.

Após uma certa aversão a risco nos ativos na véspera, os futuros dos índices de Nova York avançam nesta manhã, enquanto o dólar ronda a estabilidade no exterior. Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 subia 0,11% e o do Nasdaq avançava 0,20%.

No Brasil, o mercado deve observar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) Contínua, indicador com dados do mercado de trabalho relevante para a condução da política monetária, especialmente após o IBC-Br de dezembro ter vindo mais forte do que o esperado pelos agentes.

O fluxo de investimentos estrangeiros deve seguir dando força ao Ibovespa e ao real, que se valorizaram nesta quinta. Ao fim das negociações, o dólar à vista recuou 0,25%, cotado a R$ 5,2271, enquanto o principal índice acionário local subiu 1,35%, aos 188.534 pontos. O movimento positivo dos ativos domésticos, no entanto, não se refletiu nos juros futuros, que encerraram a sessão em alta.

[Fonte Original]

- Advertisement -spot_imgspot_img

Destaques

- Advertisement -spot_img

Últimas Notícias

- Advertisement -spot_img