O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse neste sábado, 21, que aumentará de 10% para 15% a taxa tarifária global temporária sobre produtos importados adotada após a Suprema Corte dos EUA ter decidido contra as tarifas que ele impôs sob uma lei de emergência econômica.
“Eu, como presidente dos Estados Unidos da América, irei, com efeito imediato, aumentar a tarifa mundial de 10% sobre países, muitos dos quais têm ‘roubado’ os EUA durante décadas, sem retaliação (até eu chegar!), para o nível totalmente permitido e legalmente testado de 15%”, escreveu ele em uma postagem na Truth Social.
O decreto toma como base aSeção 122 da Lei Comercial de 1974, e as novas taxas serão adicionais às tarifas atualmente em vigor.
A lei permite que o presidente imponha tarifas de até 15% por até 150 diasa todos os países relacionadas a questões “graves e sérias” de balança de pagamentos, embora possa enfrentar desafios legais.
Durante esse período, seu governo trabalhará na emissão de novas tarifas “legalmente admissíveis”.
Ontem, a Suprema Corte declarou ilegais as amplas tarifas globais impostas por Trump sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, determinando que ele excedeu sua autoridade sob essa lei.
“Temos ótimas alternativas”, disse Trump em entrevista coletiva ontem. “Pode render mais dinheiro. Vamos arrecadar mais dinheiro e ficaremos muito mais fortes por causa disso”, afirmou Trump sobre as medidas.
Trump disse que seu governo também está iniciando várias investigações de práticas comerciais desleais sob a Seção 301 “para proteger nosso país de práticas comerciais desleais de outros países e empresas”.
Ontem, as bolsas de Nova York subiram, enquanto a bolsa brasileira atingiu um novo recorde. Além disso, o dólar se desvalorizou, caindo para o menor valor em quase dois anos ante o real, pois o fim das tarifas reforçou o movimento de reposicionamento global de portfólios estrangeiros.
Os analistas haviam avaliado a nova tarifa global de 10% como branda, pois pela lei ela poderia ser maior. Agora, é provável que o mercado devolva parte dos ganhos na segunda-feira, 23.