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quarta-feira, fevereiro 25, 2026

Phantom Arabesque É o Primeiro Rolls-Royce da História com Capô Gravado a Laser

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O Phantom Arabesque marca um novo capítulo na história da Rolls-Royce Motor Cars. A marca britânica apresentou o primeiro carro de sua linha a receber um capô totalmente gravado a laser, resultado de um processo patenteado que levou cinco anos de desenvolvimento e estreou em uma peça única, criada com inspiração direta na arquitetura do Oriente Médio.

Trata-se de um Phantom Extended batizado de Arabesque, que explora elementos da herança arquitetônica da região por meio de uma técnica inédita desenvolvida no Home of Rolls-Royce. O ponto de partida é o mashrabiya, treliça tradicional presente em casas, palácios e pátios, reinterpretada em diferentes partes do carro, do capô à marchetaria da cabine.

Como resume Tobias Sicheneder, general manager do Exterior Surface Centre: “A gravação a laser nos permite criar uma superfície ao mesmo tempo tecnicamente precisa e visualmente viva. Desenvolver esse processo patenteado exigiu anos de experimentação de toda a equipe. O Phantom Arabesque é a primeira expressão de uma técnica que abre novas possibilidades criativas para os futuros clientes.”

Um capô que virou tela

O Phantom Arabesque é o primeiro Rolls-Royce da história a exibir um capô totalmente gravado a laser. A técnica foi inspirada no sgraffito italiano – prática em que camadas de cor são reveladas ao se remover, com precisão, as superfícies superiores.

No processo, o capô é inicialmente pintado em um tom mais escuro e selado sob múltiplas camadas de verniz transparente. Depois, recebe uma camada superior em cor mais clara. É sobre essa superfície final que o padrão geométrico do mashrabiya é gravado, a uma profundidade de apenas 145 a 190 micrômetros, revelando o tom escuro abaixo.

Cada área gravada é cuidadosamente lixada à mão para garantir um acabamento uniforme, com aspecto escultural. Em vez de aplicar o desenho por cima da pintura, o padrão passa a fazer parte da própria camada de tinta, o que aumenta o nível de refinamento e a durabilidade. Variações de velocidade e intensidade do laser criam sutis mudanças visuais conforme a luz se move sobre a peça.

O resultado é uma superfície tridimensional e texturizada, pensada para ser explorada tanto com o olhar quanto ao toque.

Arquitetura transformada em design automotivo

A referência central do projeto é o mashrabiya, um dos elementos mais reconhecidos da linguagem arquitetônica do Oriente Médio. Em edifícios, essas estruturas são formadas por painéis de madeira esculpida que funcionam como filtros: permitem que quem está dentro veja o exterior sem ser visto, ao mesmo tempo em que favorecem a circulação de ar e ajudam a refrescar os ambientes.

“No Phantom Arabesque, nos inspiramos não apenas na beleza, mas também na privacidade, na luz e na ventilação que ele proporciona. Nossa intenção foi interpretar essas qualidades de um modo enraizado culturalmente e, ao mesmo tempo, inconfundivelmente Rolls-Royce”, explica Michelle Lusby, Bespoke Lead Designer.

No Phantom Arabesque, o mashrabiya aparece em três camadas principais: na gravação a laser do capô, na marchetaria e em uma série de motivos discretos aplicados ao longo do carro, pintados à mão, bordados ou iluminados em pontos específicos.

Interior

O interior do Phantom Arabesque foi concebido como um estudo de sobriedade e repetição de padrões. O destaque está na faixa que percorre toda a largura do painel frontal e abriga uma obra de marchetaria sob medida, feita em Blackwood e Black Bolivar, que ecoa os desenhos geométricos do mashrabiya. Um relógio deslocado, em paleta escura complementar, reforça a composição.

A cabine combina couros Selby Grey e Black, com piping e carpetes em preto. Nos encostos de cabeça dianteiros e traseiros, o mashrabiya reaparece em motivos bordados em contraste. As Starlight Doors – portas com iluminação integrada – recebem acabamento em Selby Grey, com costuras em preto. Nas soleiras iluminadas, uma seção do mesmo motivo gravado no capô é reproduzida como assinatura final da encomenda.

Dentro da estratégia da marca, o modelo inaugura uma técnica proprietária e amplia o repertório de soluções disponíveis para futuras comissões de clientes em torno do mundo, mantendo o diálogo entre artesanato contemporâneo, patrimônio cultural e personalização extrema.

[Fonte Original]

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