As autoridades da Colômbia anunciaram a prisão de um dos líderes da gangue transnacional Tren de Aragua, associado próximo de Niño Guerrero, líder internacional dessa organização criminosa originária da Venezuela e com atuação em outros países.
A captura de Jorge Luis Páez Cordero, conhecido como “Cucaracho”, ocorreu após uma operação com envolvimento da Administração de Repressão às Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês).
“Em Santa Marta, a polícia prendeu o vulgo ‘Cucaracho’, um chefão do narcotráfico e associado de confiança de Niño Guerrero”, disse o diretor da Polícia Nacional colombiana, o general William Rincón, em entrevista à televisão colombiana, onde confirmou que o detido era alvo de um alerta vermelho da Interpol.
Segundo o general, Cucaracho é acusado de “coordenar o envio de toneladas de cocaína da Colômbia e da Venezuela para a América Central, os EUA e a Europa, além de financiar organizações criminosas ligadas ao terrorismo e ao tráfico ilegal de armas”.
As autoridades possuem informações confiáveis que ligam o criminoso à extorsão e ao sequestro de comerciantes no Caribe e o acusam de facilitar operações de lavagem de dinheiro para fortalecer as finanças ilícitas da gangue transnacional.
“Sua captura impacta diretamente as finanças, a logística e a capacidade criminosa do Tren de Aragua. Reafirmamos que a Colômbia não será um refúgio para aqueles que cometem crimes além de nossas fronteiras”, acrescentou Rincón.
Segundo as investigações, Cucaracho foi designado por Niño Guerrero como o principal líder do narcotráfico na América do Sul, com epicentro na Colômbia.
Prisão de narcotraficante ocorre após pressão dos EUA
Em janeiro do ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, designou o Tren de Aragua, juntamente com os cartéis mexicanos e a gangue salvadorenha MS-13, como organizações terroristas.
Na Colômbia, os líderes do Tren de Aragua solicitaram no ano passado que o governo do presidente Gustavo Petro os incluísse na chamada “paz total”, uma das principais políticas de sua administração focada na negociação com vários grupos criminosos e gangues no país.
No entanto, o então Ministro da Justiça, Eduardo Montealegre, rejeitou o pedido, afirmando que não permitiria que organizações criminosas “desafiassem a justiça internacional para buscar impunidade por seus crimes”.
O presidente colombiano se encontrou no início do mês com o homólogo americano, Donald Trump, na Casa Branca, após meses de atrito entre os dois, principalmente devido à percepção do líder republicano de que a Colômbia faz pouco para combater o narcotráfico.