O balanço do quarto trimestre de 2025 do Santander (SANB11) mostrou resultados em linha com as estimativas do mercado. Com os ventos soprando em direção favorável para o banco, a XP Investimentos revisou para cima as projeções para o final do ano fiscal da companhia.
A XP Investimentos manteve a recomendação de compra para a ação e atualizou o preço-alvo para o final de 2026, de R$ 37,0 para R$ 44,0, um potencial de alta de 25% em relação aos níveis atuais. No início da tarde desta quarta-feira (25), por volta das 13h, a SANB11 recuava 2,07%, negociada a R$ 35,04.
As novas estimativas assumem um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) terminal de 20%, acima do custo de capital próprio. Apesar das ações estarem sendo negociadas a 1,3x P/B (preço sobre valor patrimonial da ação) 2026, a XP enxerga mais espaço para valorização.
Viva do lucro de grandes empresas
Para 2026, a instituição espera que o crescimento do banco seja ancorado em um mix de carteira conservador. O foco principal deve recair sobre os segmentos de alta renda e pequenas e médias empresas (SMEs, na sigla em inglês).
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Ao mesmo tempo, a expectativa é de que o consignado privado acelere, com espaço para expandir o crédito em Consumer Finance, fortalecendo o cross-selling. Essa estratégia, de acordo com os analistas, deve resultar em um crescimento de cerca de metade do ritmo do mercado.
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Pressões no curto prazo
Além do consumo de massa em encolhimento, o crédito consignado do INSS e do setor público pouco atrativo, a carteira de crédito do banco deve sofrer algumas pressões à curto prazo. Para a XP, a pressão será feita, sobretudo, em empresas menores. De acordo com os analistas, clientes de menor renda em cartões de crédito e as tendências de inadimplência também têm gerado pressão sobre os resultados, ao lado do agronegócio.
Com esse cenário no curto prazo, o banco tem buscado maneiras para melhorar a performance das novas safras de crédito e reduzir a carteira legada. Segundo os analistas, esse segmento representa uma participação de dígito único alto no total de empréstimos e tende a recuar.
De acordo com a XP, as pressões no curto prazo devem ser compensadas, com uma expectativa de receita líquida de juros (NII, na sigla em inglês) mais alta. Combinada com um controle disciplinado de despesas, a instituição espera um crescimento de lucro líquido em dígito duplo baixo em 2026 e 2027.