As Forças Armadas de Israel detalharam que os ataques deste sábado, conduzidos em cooperação com os EUA, tiveram como alvo lideranças do regime iraniano, incluindo o líder supremo do regime teocrático, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian. A confirmação sobre os alvos da parte israelense ocorre após fontes iranianas confirmarem que os bombardeios atingiram tanto a sede da Presidência quanto o bairro onde está localizada a residência de Khamenei. Não há nenhuma confirmação sobre autoridades mortas até o momento.
“O ataque desta manhã ocorreu simultaneamente em vários locais de Teerã, onde altos funcionários políticos e de segurança estavam reunidos”, informou o Exército israelense em um comunicado neste sábado, acrescentando que os militares estão “avaliando os resultados do ataque” e “em alerta máximo em várias frentes”.
Ainda não há um balanço consolidado sobre os primeiros ataques americanos e israelenses contra o Irã, uma vez que os bombardeios ao território ainda não cessaram e a nação persa responde com uma retaliação extensa contra bases militares americanas e israelenses. Fontes iranianas citadas por agências locais e ocidentais afirmaram mais cedo que Khamenei estaria em um local seguro, e que o presidente não estava no Palácio da Presidência quando este foi bombardeado.
Fontes israelenses ouvidas em anonimato pela rede americana CNN afirmaram que entre os alvos de alto-perfil na mira da operação estavam também o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Sayyid Abdolrahim Mousavi, o secretário do recém-criado Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani, e o secretário do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani.
O principal integrante da linha-de-frente do governo iraniano a se pronunciar desde o início dos ataques foi o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, até então o principal negociador nas tratativas diplomáticas envolvendo Teerã e Washington, mediadas por Omã, para assegurar um novo acordo nuclear. Em uma mensagem desafiadora na rede social X, Araghchi prometeu uma resposta intensa.
“A guerra de Netanyahu e Trump contra o Irã é totalmente gratuita, ilegal e ilegítima”, escreveu Araghchi, acrescentando: “Trump transformou ‘América Primeiro’ em ‘Israel Primeiro’ — o que significa ‘América por Último’. Nossas Poderosas Forças Armadas estão preparadas para este dia e darão aos agressores a lição que merecem”.
A mensagem do chanceler incluía ainda uma captura de tela de uma mensagem publicada por Trump em 2012, em que afirmava que o então presidente Barack Obama lançaria um ataque contra o Oriente Médio para superar uma queda de popularidade interna. A mensagem dizia: “Agora que os índices de aprovação de Obama estão em queda livre – fiquem de olho nele, pois ele pode lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado”. Pesquisas divulgadas nesta semana nos EUA apontaram que a desaprovação ao governo Trump alcançou o patamar de 56%.
*Matéria em atualização