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segunda-feira, março 2, 2026

Ouro sobe mais de 3% e reforça status de ativo de proteção após escalada no Oriente Médio

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Os preços dos contratos futuros do ouro sobem mais de 3%, com a reabertura dos mercados após a escalada do conflito no fim de semana entre Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento das tensões geopolíticas reforça o papel do ouro como ativo de proteção, ao incorporar um prêmio extra de risco sobre uma base de demanda já robusta, com o petróleo mais caro e juros reais contidos impulsionando o metal precioso.

Por volta das 8h40 (de Brasília), na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para abril subia 3%, a US$ 5.404,7 por onça-troy. A prata com entrega para março avançava 2,86%, US$ 95,335 por onça-troy.

“A renovação das tensões adiciona um novo prêmio de risco geopolítico em um momento em que o posicionamento dos investidores já era favorável, reforçando o papel do ouro como hedge preferencial”, dizem os estrategistas de commodities do ING, Warren Patterson e Ewa Manthey. “No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar guiado por manchetes, com volatilidade elevada.”

Os estrategistas escrevem que, se os preços mais altos do petróleo elevarem as expectativas de inflação ao mesmo tempo em que aumentam os riscos para o crescimento, os juros reais tendem a permanecer contidos, o que é positivo para o ouro. “Um dólar mais forte, no entanto, pode desacelerar o ritmo dos ganhos.”

Um transbordamento regional do conflito ou uma interrupção no fornecimento de energia impulsionaria de forma relevante o ouro, por meio do aumento do petróleo, da alta das expectativas de inflação e da contenção dos juros reais. “Uma incerteza prolongada manteria a volatilidade e a demanda por ativos de proteção elevadas.”

Por outro lado, escrevem Patterson e Manthey, se as tensões permanecerem contidas e os fluxos de energia não forem afetados, o movimento inicial de aversão ao risco tende a perder força à medida que o prêmio de risco do petróleo seja desmontado.

“Este cenário reforça – e não altera – a narrativa mais ampla para o ouro”, afirmam. As compras por bancos centrais seguem fortes e as expectativas de flexibilização monetária ao longo do ano continuam sustentando o mercado, concluem.

[Fonte Original]

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