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terça-feira, março 3, 2026

Dia Mundial da Vida Selvagem destaca plantas medicinais e proteção dos ecossistemas

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O Dia Mundial da Vida Selvagem é marcado neste 3 de março com uma mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres.

O líder das Nações Unidas afirmou que embora a atenção global frequentemente recaia sobre animais ameaçados, as plantas continuam a ser “os arquitetos silenciosos do planeta”.

Medicina tradicional

Para Guterres, a flora sustenta economias, apoia a saúde humana e mantém quase todas as outras formas de vida. No caso específico das plantas medicinais e aromáticas, elas são fundamentais tanto para a medicina tradicional como para a moderna, sustentando os meios de subsistência de milhões de pessoas.

Proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas, o Dia Mundial da Vida Selvagem marca a adoção, em 1973, da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, Cites. 

A convenção, com 183 Estados-membros, regula o comércio internacional de espécies selvagens para assegurar que não comprometa a sua sobrevivência.

Noor para FAO/ Benedicte Kurzen

Segundo a FAO, mais de 6000 espécies de plantas foram cultivadas para alimentação, mas menos de 200 delas contribuem significativamente para a produção de alimentos nos níveis global, regional ou nacional.

Herança cultural

Este ano, o Dia tem como lema: Plantas Medicinais e Aromáticas: Conservando Saúde, Património e Meios de Subsistência”. Isso destaca o papel essencial destas espécies na saúde humana, na herança cultural e nas economias locais.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou ainda que estas espécies fortalecem a biodiversidade, estabilizam os solos e representam séculos de conhecimento e gestão por povos indígenas e comunidades locais.

Pressões crescentes

Para ele, este património vivo está sob ameaça devido à crise climática, destruição de habitats, exploração excessiva e comércio ilegal, todos fatores que aceleram o declínio de milhares de espécies vegetais e colocam em risco rendimentos e ecossistemas.

Para enfrentar estes desafios, Guterres defendeu o reforço da governação ambiental global através de instrumentos como o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, a própria Cites e o Acordo sobre a Conservação e o Uso Sustentável da Diversidade Biológica Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional.

A degradação dos pântanos ameaça a vida selvagem.

A degradação dos pântanos ameaça a vida selvagem.

Dados globais

Segundo a ONU, cerca de 50 mil espécies selvagens contribuem para satisfazer as necessidades de milhares de milhões de pessoas. 

Aproximadamente 9% das espécies vegetais, utilizadas globalmente para fins medicinais e aromáticos, encontram-se ameaçadas de extinção.

Entre 70% e 95% da população, nos países em desenvolvimento, depende da medicina tradicional como principal forma de cuidados de saúde. Além disso, uma em cada cinco pessoas contam com plantas, algas e fungos silvestres para alimentação e rendimento.

Apelo à ação coletiva

Na conclusão da sua mensagem, António Guterres instou todos os países a assumirem responsabilidade partilhada pela proteção dos bens comuns globais.

O líder da ONU sublinhou que “juntos, podemos garantir que os ecossistemas que curaram a humanidade durante milénios nos sustentem por muitas gerações”.

[Fonte Original]

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